sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A humanidade e a natureza


O que tiramos da natureza?


Bilhões de anos, ou até mais, é o tempo de existência do universo. Com suas estrelas, planetas, sois e luas, tudo organizado em assombrosa perfeição.

Planetas em suas órbitas ao redor de sóis, estrelas magníficas convertendo matéria, feito poderosos reatores nucleares, cometas varrendo a sujeira do cosmos com suas caudas luminosas, buracos negros sugando, triturando e saneando em todo o universo.

A perfeição da Natureza pode ser observada desde a complexidade encantadora do universo, bem como na simplicidade de uma simples flor, colorida e perfumada que alegra um jardim e a vista de quem passa.

Assim como no espaço, aqui na Terra, nosso planeta, as coisas são organizadas e regidas com a mesma perfeição. Perfeição essa em que nós estamos mergulhados, e que afim de compreende-la criamos a ciência e comprimimos tudo o que pudemos observar e concluir em fórmulas, teorias teses e suposições.

Com o tempo, após experiências e vivências nós percebemos que muitas das formulas e teorias estavam certas, e em cima delas construímos nossa vida e nossas concepções, e disso se desenvolveu grandes feitos, grandes conquistas.

A vida se tornou cada vez mais cômoda, as relações sociais sofreram mudanças, o homem devido a sua capacidade de raciocinar, pode, observando a Natureza, tirar dela todos os meios que lhe conferiram a supremacia sobre todas as outras espécies.

O grande ser humano, gaba-se de seus feitos, de suas obras, mas mesquinhamente se esquece de que sem a Natureza como exemplo, como professora, ele nada poderia ter feito. Se esquece que tudo o que ele denomina como sendo sua obra, como sua criação, na Natureza sempre existiu um modelo, um esboço. E é da Natureza que ele tirou os materiais e a energia necessária para realizar qualquer que seja a sua “criação”.

Nós seres humanos somos produtos da Natureza, dependemos dela. Sem o ar que respiramos, os alimentos que ingerimos, a água que bebemos as múltiplas radiações a que estamos expostos, nada seriamos, não teríamos forças para realizar nada, nosso cérebro não funcionaria e a capacidade de “criar” não existiria.

Esse é um aspecto que nós deixamos de observar, uma coisa que deixamos de aprender com nossa querida professora: a humildade! A Natureza, cria, vibra, constrói, destrói, de eternidade a eternidade, silenciosamente faz mundos surgirem, beneficia milhares de criaturas, força mais poderosa não existe na matéria e não obstante se mantém humilde, desempenhando seu papel com perfeição e equilíbrio.

Equilíbrio, essa é uma outra lição que nós não aprendemos com a Natureza. Ela nós mostra como o equilíbrio gera harmonia e beleza, que onde há equilíbrio há justiça. Talvez seja por isso, por não termos aprendido o valor do equilíbrio, da justiça é que hoje, no auge da técnica, da tecnologia e da comunicação nós, destruímos e matamos a Natureza e a nós mesmos.

Graças ao cérebro humano com sua capacidade de raciocínio e de memória somos a raça dominante, graças a essa ferramenta poderosa nos destacamos das demais espécies na Natureza. Por isso mesmo é que o nosso proceder contra a Natureza é tão ridículo como insano, já que foi ela mesma que nós deu o poder, quando com seus processos físicos e químicos, com suas descargas elétricas e as irradiações formou os seres vivos, e na evolução natural possibilitou que o cérebro humano se desenvolvesse de tal forma que nós dominássemos sobre esta Terra.

Sem o cérebro nós não seriamos nada. Porem nosso cérebro só funciona porque é suprido e alimentado pelo corpo, e o corpo se alimenta das dádivas que a Natureza nós oferece. Nós só podemos ser dominantes quando estamos na Natureza interagindo com ela, pois ela é que nós possibilita a liderança, sem ela nós nem existiríamos.

O uso indevido da “ferramenta cérebro” pelas criaturas humanas é a única causa dos problemas deste planeta, é o único e grande mal desta raça. Nós seres humanos, com nossa poderosa ferramenta, poderíamos viver muito bem em harmonia com a Natureza, tirando dela o que é necessário para a nossa vida, porem sempre devolvendo o que tiramos, de forma a manter o equilíbrio.

Nós tínhamos e temos capacidade para reconhecer que isso é possível, basta querer. Mas a avareza, a preguiça e o egoísmo do ser humano não permite um reconhecimento nesse sentido. O cérebro que deveria ser a mais fantástica benção para o homem, é hoje a sua maldição, pois ao invés de mantermos em equilíbrio o “coração” e “razão” demos preferência a razão, e assim matamos hereditariamente todo o amor pela Natureza.

Pobres mesquinhos somos nós, que ao invés de vivermos em paz com nós mesmos e nosso ambiente, roubamos a vida de quem nós deu a vida, matamos a nós mesmos, destruímos nossas florestas e nosso caráter. Mas como já disse uma vez um índio: “ Somente quando o ultimo rio secar, o ultimo animal for morto, e a ultima floresta arder em chamas é que o estúpido ser humano perceberá que dinheiro não se come!”
Fonte:
http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.imotion.com.br/imagens/data/media/41/7812floresta.jpg&imgrefurl=http://www.imotion.com.br/imagens/details.php%3Fimage_id%3D1169&usg=__eYm9aq_tEgKNXy2JgGHmRT1Nmm0=&h=768&w=1024&sz=416&hl=pt-br&start=0&sig2=XBHxsTbFnFJwOkord2lLSA&zoom=1&tbnid=axscXFAINcoThM:&tbnh=135&tbnw=166&ei=z_nvTN-lCJCosAPd1sS-CQ&prev=/images%3Fq%3Dfloresta%26um%3D1%26hl%3Dpt-br%26biw%3D1002%26bih%3D581%26rlz%3D1R2SKPB_pt-BRBR389%26tbs%3Disch:1&um=1&itbs=1&iact=rc&dur=421&oei=z_nvTN-lCJCosAPd1sS-CQ&esq=1&page=1&ndsp=13&ved=1t:429,r:4,s:0&tx=106&ty=68

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Formadores da populaçãobrasileira:Os negros



Condições de vida



Após 110 anoS da libertação, os negros brasileiros continuam lutando pela liberdade e cidadania. Depois da África, o Brasil é o país que concentra a maior população negra do mundo e também onde os negros permanecem ocupando a mais baixa localização na pirâmide social

O termo exclusão é o que mais fielmente traduz a condição em que se encontra o povo negro no Brasil e no mundo. Nos últimos anos, experimentou-se, em escala mundial, uma brutal concentração de renda e de poder. As elites põem em prática projetos conservadores, que recolocam o racismo na ordem do dia - quer seja através da rearticulação e do avanço da direita nos países europeus, quer através do desmonte de políticas sociais antes destinadas aos segmentos marginalizados da população.
Na África morreram, no ano passado, cerca de meio milhão de pessoas por doenças pulmonares, além das mortes provocadas pela fome, guerra e epidemias. No Brasil, é a parcela negra da população a mais duramente atingida pelo desmonte das políticas sociais e de saúde, pelos sistemas de controle populacional, pelo desemprego crônico, pela fome e a violência do latifúndio, do aparato policial e dos grupos de extermínio. É negra a maioria de crianças que vivem nas ruas e de jovens assassinados nos centros urbanos.

Dados assustadores

Dados referentes nos Indicadores Sociais Mínimos do IBGE de 1996 mostraram que a taxa de mortalidade entre crianças negras e pardas no Brasil é dois terços superior à da população branca da mesma idade. Em outras palavras, até os 5 anos, elas têm 67% mais chances de morrer do que uma criança branca. O índice de mortalidade de crianças brasileiras pardas e negras de até 5 anos de idade é de 76 para cada mil nascida vivas. Entre as brancas, a taxa cai para 46 mortes em cada mil.
Também entre os adultos, os homens e mulheres negros estão em condições de maior desigualdade em nosso país. Dados do último censo realizado pelo IBGE em 1990, revelam que entre os brasileiros que contavam com carteira assinada, 58% eram brancos e 41% negros (34% considerados pardos mais 7% considerados negros). De cada 100 empregados, 51% sobreviviam com salário mínimo. Do total de trabalhadores que ganhavam um salário mínimo, 79% eram negros. A inserção no mercado de trabalho é precoce: as crianças brancas de 10 a 14 anos somam 14,9% e as negras 20,5%.
Na área educacional, em 1997, segundo o IBGE, 18% da população brasileira é analfabeta, sendo que entre os negros este percentual sobe para 35,5%, enquanto na população branca é de 15%. No outro extremo, 4,2% dos brancos e apenas 1,4% dos negros haviam alcançado o ensino superior. Em todos os níveis educacionais, a participação do segmento branco é nitidamente superior à do segmento negro. Essa desigualdade reflete-se no acesso ao emprego, aos serviços, aos direitos mínimos de cidadania e na participação no poder, além do aspecto ideológico, marcado pelos preconceitos e estereótipos.
Para exemplificar melhor esse fato, segundo os dados do IBGE de 1997, a média salarial da população branca no país foi de 600 reais por mês, já a média da população negra foi de 300 reais.
O conhecimento sobre as desigualdades raciais, que nos leva à constatação de que um trabalhador negro com formação universitária recebe o equivalente à metade do salário de um trabalhador branco com igual qualificação, comprova a teoria de que a discussão sobre a problemática racial não pode estar dissociada da luta pela igualdade de classes, principalmente porque muitos dos trabalhadores são negros.

Negros e violência

O professor Sérgio Adorno, do Núcleo de Estudos da Violência da USP, há vinte anos vem pesquisando processos na justiça de São Paulo. Entre 1984 a 1988, num fórum de um bairro popular de São Paulo, a Penha, constatou que os negros que representavam 24% da população, participavam com 48% das condenações. Os nordestinos, que são em torno de 18% da população, respondiam por 27% das condenações. Cerca de 5% da população são aqueles cidadãos sem profissão, os chamados biscateiros, que a "justiça" chama de pessoas com "ocupação mal definida". De cada 100 condenados, 35 estavam nessa situação. Outro dado está na população carcerária do Brasil. O último levantamento do Ministério da Justiça indica que cerca de 65% da massa carcerária é de negros e 95% são pobres.
O professor Adorno analisou 500 processos criminais da Cidade de São Paulo, em 1990, e constatou que a maior parte dos réus, 38%, foi condenada por roubo qualificado, em que se usam meios violentos. Os negros são presos em fragrante com mais freqüência que os brancos, na proporção de 58% contra 46%. Isso sugere que recebem uma maior vigilância por parte da polícia. Constatou ainda que 27% dos brancos respondem ao processo em liberdade, enquanto só 15% dos negros conseguem esse benefício. Apenas 25% dos negros levam testemunha de defesa ao tribunal, que é uma prova muito importante, enquanto 42% dos brancos apresentam esse tipo de prova.
É fácil concluir dessa pesquisa do professor da USP que a questão racial tem mais peso do que a financeira. Os negros podem usar exatamente os mesmos direitos de um branco e ainda assim o resultado não será igual. 27% dos negros que contratam, segundo a pesquisa, são absolvidos; no caso dos brancos, a taxa de absolvição chega a 60%.
As condições em que os negros exercem sua cidadania precisam ser reconhecidas por todos como anômalas. Cálculos do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 1989, indicam que 44,2% da população brasileira, ou mais de 65 milhões de pessoas, são "pretos" ou "pardos" . No entanto, nas esferas de influência e de poder, a presença negra é restrita, para não dizer nula.
Apesar de o Brasil ter 65 milhões de negros há muitas injustiças contra eles como estamos vendo. Os negros são a maioria dos analfabetos, dos menores salários, nas prisões, nas favelas e nos subempregos e são minoria nas faculdades, entre os empresários, os heróis reconhecidos, os governantes, os bispos, generais, almirantes, brigadeiros e na mídia. Para corroborar essa afirmação, podemos citar Salvador, onde cerca de 60% da população é negra, mas quase não há negros na administração municipal.

Fonte:http://www.pime.org.br/mundoemissao/justicascond.htm



A origem dos negros brasileiros


No começo todos negros que viviam no Brasil eram escravos e vindos da África. Eles tiveram filhos que também foram escravos, porque era parte da cultura deles a escravidão quando alguém tinha divida, tendo menos resistência, e com isso os agricultores compravam eles para trabalhar nas lavouras, no inicio nos engenhos de cana de açúcar, depois em outros cultivos, como o café por exemplo. Para os agricultores era muito vantajoso, por ser uma mão de obra barata, e eles somente gastavam com alimento, e caso fossem desobedientes, seriam castigados severamente,as vezes ate de formas desumanas.Alguns negros resistiam, e fugiam das fazendas dos seus donos, e formavam os quilombos, que eram comunidades grandes de negros, escondidos no meio da mata fechada.

Os primeiros negros a serem livres por direito no Brasil, foram libertos pela compra de cartas de alforria, documento que declarava o escravo livre. Mas não adiantava muito, porque o ex-escravo ficava contra o governo, sem dinheiro, sem estudo e se oportunidade, forçando eles a aceitarem trabalhos péssimos.E essa situação não mudou nem com as primeiras leis contra a escravidão, a Lei do Sexagenário e a Lei do Ventre Livre, que não adiantaram muito. A Lei do Sexagenário declarava livre os escravos com mais de 60 anos, agora como as condições de vida deles era péssima, com muitos mal tratos, então a media de vida de um escravo era de 40 anos, e essa lei apenas retardou a solução do problema. Com muita luta, foram livres pela lei áurea, assinada pela princesa Isabel em 13 de maio de 1888 , mas a vida continuou difícil, como a dos escravos que foram libertos pelas cartas de alforria.

Por serem historicamente pobres, os negros sofrem preconceito ate hoje, sem motivo claro. Em algumas pesquisas feitas, mostram isso.Foram perguntadas as pessoas que cores que elas eram, e foram respondidas mais de três mil cores, mas pouquíssimos negros, mesmo com o Brasil ser um pais com uma média grande de negros na população.Existem também alguns debates modernos, como por exemplo as cotas das universidades. Elas seriam para dar uma chance a pessoas sem condições, ou seriam porque os negros não seriam capazes de passar sozinhos.Alem disso existem muitos outros racismos, ate preferindo dar vagas de empregos para brancos.Isso tudo acontece no Brasil, que tem um grande número de negros na população.

Fonte:http://www.meuartigo.brasilescola.com/historia-do-brasil/negros-no-brasil.htm



A miscigenaçao


A miscigenação racial presente em nossa sociedade vem se prestando a diferentes usos políticos e ideológicos. Não é assunto que se possa esgotar em um artigo, dada a sua complexidade, mas, em tempos de novo recenseamento, vale a pena levantar alguns de seus aspectos. Em primeiro lugar, a miscigenação vem dando suporte ao mito da democracia racial na medida em que o intercurso sexual entre brancos, indígenas e negros seria o principal indicativo de nossa tolerância racial, argumento que omite o estupro colonial praticado pelo colonizador sobre mulheres negras e indígenas, cuja extensão está sendo revelada pelas novas pesquisas genéticas que nos informam que 61% dos que se supõem brancos em nossa sociedade têm a marca de uma ascendente negra ou índia inscrita no DNA, na proporção de 28% e 33%, respectivamente.

Em segundo lugar, a miscigenação tem se constituído num instrumento eficaz de embranquecimento do país por meio da instituição de uma hierarquia cromática e de fenótipos que têm na base o negro retinto e no topo o ‘‘branco da terra”, oferecendo aos intermediários o benefício simbólico de estarem mais próximos do ideal humano, o branco. Isso tem impactado particularmente os negros brasileiros em função de tal imaginário social que indica uma suposta melhor aceitação social dos mais claros em relação aos mais escuros, o que parece ser o fator explicativo da diversidade de expressões que pessoas negras ou seus descendentes miscigenados adotam para se definirem racialmente tais como: moreno escuro, moreno claro, moreno-jambo, marrom-bombom, mulato, mestiço, caboclo, mameluco, cafuzo, ou seja, confusos, de tal maneira, que acabam todos agregados na categoria oficial do IBGE, pardo! Algo que ninguém consegue definir como raça ou cor. Talvez o termo pardo se preste apenas para agregar os que, por terem a sua identidade étnica e racial destroçada pelo racismo, pela discriminação e pelo ônus simbólico que a negritude contém socialmente, não sabem mais o que são ou simplesmente não desejam ser o que são.

Portanto, essas diferenciações vêm funcionando, com eficácia, como elementos de fragmentação da identidade negra e coibindo que esta se transforme em elemento aglutinador no campo político, para reivindicações coletivas por eqüidade racial, pois, ao contrário do que indica o imaginário social, pretos e pardos (conforme a nomenclatura do IBGE) compõem um agrupamento que, do ponto de vista dos indicadores sociais, apresenta condições de vida semelhantes e igualmente inferiores quando comparadas ao grupo branco, razão pela qual se define hoje, política e sociologicamente, a categoria negra, como a somatória daqueles que o censo classifica como pretos e pardos.
Daí decorre a importância da campanha ‘‘Não deixe sua cor passar em branco” desencadeada recentemente em Salvador a propósito do censo de 2000, cujo objetivo é a sensibilização dos negros e seus descendentes para a maneira como se vem processando a manipulação da identidade étnico-racial dos negros brasileiros e sobre a importância da assunção da identidade historicamente negada.

A cientista política Melissa Nobel, autora de Matizes de Cidadania: Raça e Censo na Política Moderna, examina como o censo brasileiro tem contribuído para embranquecer o país. Em entrevista à Folha de S. Paulo, Nobles afirma que ‘‘o censo ajuda não simplesmente a contar, mas a criar categorias de raça ou cor”.

Os censos brasileiros historicamente apresentam estranhas dificuldades quanto à identificação da população: alterações nos critérios de classificação da cor ou raça, que dificultam a comparabilidade ou compatibilização dos dados de um recenseamento para o outro, como aconteceu nos censos de 1950, 1960 e 1980; descontinuidade ou omissão no levantamento do quesito como ocorreu no censo de 1970. Essas ‘‘entradas e saídas” do quesito no censo ou as alterações nas categorias de classificação e, ainda, as poucas tabulações que são divulgadas desagregadas por raça ou cor quando o quesito é coletado, têm postergado o aprofundamento do conhecimento sobre as desigualdades raciais no Brasil.

A ciência vem revelando a falácia do conceito de raça do ponto de vista biológico. Essa constatação científica tem sido utilizada para minar as reivindicações de políticas específicas para grupos discriminados com base na ‘‘raça” ou na cor da pele . As novas pesquisas destroem as bases do racialismo do século XIX, que consagrou a superioridade racial dos brancos em relação a outros grupos humanos, justificando opressões e privilégios, mas elas ainda não têm impacto sobre as diversas manifestações de racismo em ascensão no mundo inteiro, e na persistente reprodução de desigualdades que ele gera, o que reafirma o caráter político do conceito de raça, a sua permanência e atualidade a despeito de sua insustentabilidade do ponto de vista biológico.

Fonte:http://africas.com.br/site/index.php/archives/3701


Influencia negra na cultura


As três raças básicas formadoras da população brasileira são o negro, o europeu e o índio, em graus muito variáveis de mestiçagem e pureza. É difícil afirmar até que ponto cada elemento étnico era ou não previamente mestiçado.

A miscigenação no Brasil deu origem a três tipos fundamentais de mestiço:

Cabloco = branco + índio

Mulato = negro + branco

Cafuzo = índio + negro



Negros

Os negros, trazidos para o Brasil como escravos, do século XVI até 1850, destinados à lavoura canavieira, à mineração e à lavoura cafeeira, pertenciam a dois grandes grupos: os sudaneses e os bantos. Os primeiros, geralmente altos e de cultura mais elaborada, foram sobretudo para a Bahia. Os bantos, originários de Angola e Moçambique, predominaram na zona da mata nordestina, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.

Surgiu assim o terceiro grupo importante que participaria da formação da população brasileira: o negro africano. É impossível precisar o número de escravos trazidos durante o período do tráfico negreiro, do século XVI ao XIX, mas admite-se que foram de cinco a seis milhões. O negro africano contribuiu para o desenvolvimento populacional e econômico do Brasil e tornou-se, pela mestiçagem, parte inseparável de seu povo. Os africanos espalharam-se por todo o território brasileiro, em engenhos de açúcar, fazendas de criação, arraiais de mineração, sítios extrativos, plantações de algodão, fazendas de café e áreas urbanas. Sua presença projetou-se em toda a formação humana e cultural do Brasil com técnicas de trabalho, música e danças, práticas religiosas, alimentação e vestimentas.



O samba

Gênero musical binário, que representa a própria identidade musical brasileira. De nítida influência africana, o samba nasceu nas casas de baianas que emigraram para o Rio de Janeiro no princípio do século. O primeiro samba gravado foi Pelo telefone, de autoria de Donga e Mauro de Almeida, em 1917. Inicialmente vinculado ao carnaval, com o passar do tempo o samba ganhou espaço próprio. A consolidação de seu estilo verifica-se no final dos anos 20, quando desponta a geração do Estácio, fundadora da primeira escola de samba. Grande tronco da MPB, o samba gerou derivados, como o samba-canção, o samba-de-breque, o samba-enredo e, inclusive, a bossa nova.



A Escola de Samba

Uma coisa é o samba. Outra, a escola de samba. O samba nasceu em 1917. A primeira escola surgiu uma década mais tarde. Expressão artística das comunidades afro-brasileiras da periferia do Rio de Janeiro, as escolas existem hoje em todo o Brasil e são grupos de canto, dança e ritmo que se apresentam narrando um tema em um desfile linear. Somente no Rio, mais de 50 agremiações se dividem entre as superescolas e os grupos de acesso.

O desfile das 16 superescolas cariocas se divide em dois dias (domingo e segunda-feira de carnaval), em um megashow de mais de 20 horas de duração, numa passarela de 530 metros de comprimento, onde se exibem cerca de 60 mil sambistas. Devido à enorme quantidade de trabalho anônimo que envolve, é impossível estimar o custo de sua produção. Uma grande escola gasta cerca de um milhão de dólares para desfilar, mas este valor não inclui as fantasias pagas pela maioria dos componentes, nem as horas de trabalho gratuito empregadas na concretização do desfile (carros alegóricos, alegorias de mão, etc.). Com uma média de quatro mil participantes no elenco, cada escola traz aproximadamente 300 percusionistas, levando o ritmo em sua bateria, além de outras figuras obrigatórias: o casal de mestre-sala e porta-bandeira (mestre de cerimônias e porta-estandarte), a ala das baianas, a comissão de frente e o abre-alas.

Primeira escola de samba: Deixa falar, fundada em 12 de agosto de 1928, no Estácio, Rio de Janeiro, por Ismael Silva, Bide, Armando Marçal, Mano Elói, Mano Rubens e outros sambistas (foi extinta em 1933).

Primeiro desfile oficial: Carnaval de 1935, vencido pela Portela.

Campeão do último desfile: Mocidade Independente, com o enredo "Criador e criatura", de Renato Lage.



Capoeira

A capoeira é uma dança de luta, ritualizada e estilizada, que tem sua própria música e é praticada principalmente na cidade de Salvador, estado da Bahia. É uma das expressões características da dança e das artes marciais brasileiras. Evoluiu a partir de um estilo de luta originário de Angola. Nos primeiros anos da escravidão havia lutas permanentes entre os negros e quando o senhor de escravos as descobria, castigava ambos os bandos envolvidos. Os escravos consideravam essa atitude injusta e criavam "cortinas de fumaça" por meio da música e das canções, para esconder as verdadeiras brigas. Ao longo dos anos, essa prática foi sendo refinada até se converter em um esporte sumamente atlético, no qual dois participantes desfecham golpes entre si, usando apenas as pernas, pés calcanhares e cabeças, sem utilizar as mãos. Os lutadores deslizam com grande rapidez pelo solo fazendo estrelas e dando espécies de cambalhotas. O conjunto musical que acompanha a capoeira inclui o berimbau, um tipo de instrumento de madeira em forma de arco, com uma corda metálica que vai de uma extremidade à outra. Na extremidade inferior do berimbau há uma cabaça pintada, que funciona como caixa de som. O músico sacode o arco e, enquanto ressoam as sementes da cabaça, toca a corda tensa com uma moeda de cobre para produzir um tipo de som único, parecido com um gemido.



Candomblé

Festa religiosa dos negros jeje-nagôs na Bahia, mantida pelos seus descendentes e mestiços, é um culto africano introduzido no Brasil pelos escravos. Algumas de suas divindades são: Xangô, Oxum, Oxumaré e Iemanjá, representando esta, por si só, um verdadeiro culto.

As cerimônias religiosas do Candomblé, são realizadas de um modo geral em terreiros, que são locais especialmente destinados para esse fim, e recebem os seguintes nomes: Macumba no Rio de Janeiro, Xangô em Alagoas e Pernambuco. As cerimônias são dirigidas pela mãe-de-santo, ou pai-de-santo. Cada orixá tem uma aparência especial e determinadas preferências. O toque de atabaque, uma expécie de tambor e a dança, individualizam um determinado orixá. Os orixás são divindades, santos do candomblé, cada pessoa é protegida por um dos orixás e pode ser possuída por ele, quando, então ela se transforma em cavalos de santo.



Pratos

No Nordeste a marca africana é profunda, sobretudo na Bahia, em pratos como vatapá, caruru, efó, acarajé e bobó, com largo uso de azeite-de-dendê, leite de coco e pimenta. São ainda dessa região a carne-de-sol, o feijão-de-corda, o arroz-de-cuxá, as frigideiras de peixe e a carne-seca com abóbora, sempre acompanhados de muita farinha de mandioca. A feijoada carioca, de origem negra, é o mais tipicamente brasileiro dos pratos.

Fonte:http://www.coladaweb.com/cultura/influencia-negra-no-brasil

terça-feira, 16 de novembro de 2010

O nascimento da astronomia


A observação dos movimentos do sol, da Lua e das estrelas permitiu essses povos calcular a melhor época para plantar e colher. Os egípicios, por exemplo, sabiam que o aparecimento no céu da estrela Sírius, imediatamente após o nascer do sol, anunciava o início das cheias do rio Nilo. Nascia assim o ramo da ciÊncia chamado ASTRONOMIA.


A ASTRONOMIA E SUAS CONTRIBUIÇÕES


Entender os astros e seus movimentos sempre foi muito importante para a agricultura.A capacidade de medir o tempo e registrar ciclos dos astros foi essemcial para a astronomia. Foram criados, por exemplo, calendários, relógios de sol e relógios de água.

É sempre bom lembrar porque a pesquisa em astronomia é importante, dentro de um contexto de desenvolvimento equilibrado entre as ciências básicas. A astronomia foi o grande motor da física desde os séculos passados até o presente. Por exemplo, as leis da mecânica clássica de Newton não nasceram de experimentos em laboratório, mas da tentativa de explicar as leis de Kepler, que descreviam as órbitas dos planetas. Os primeiros testes da teoria da relatividade de Einstein foram a precessão da órbita de Mercúrio e o desvio da luz de estrelas ao passar próximo ao Sol. A lista de contribuições da astronomia à ciência básica é longa, passando por desenvolvimentos da mecânica quântica e da física de plasmas, e pelo estudo da fusão nuclear, fonte de energia das estrelas que gostaríamos de dominar. Recentemente ainda, o mistério dos neutrinos solares, que era o fato de se detectar na Terra um fluxo de neutrinos inferior ao previsto pela teoria das reações nucleares no interior do Sol, foi resolvido de maneira satisfatória. Confirmou-se que existiam três tipos de neutrinos, e que estas partículas têm a capacidade de passar de um tipo para outro. Os tópicos que estão na fronteira da física, como energia do vácuo, a existência de determinadas partículas elementares, a massa dos neutrinos, estão diretamente relacionadas com os modelos cosmológicos.

O contexto internacional deve ser visualizado para um melhor entendimento das perspectivas da astronomia no Brasil. A astronomia ganhou enorme impulso nas últimas duas ou três décadas, como conseqüência de investimentos da ordem de bilhões de dólares para cada grande projeto, tais como o Telescópio Hubble, os quatro telescópios de 8m de diâmetro que constituem o VLT (Very Large Telescope, instalado pelos europeus no norte do Chile), os dois telescópios Gemini, e o grande interferômetro milimétrico Alma que voltaremos a mencionar. Investimentos um pouco menores foram consumidos por satélites para observação de raios X (Rosat, Asca, BeppoSAX, Chandra, XMM-Newton, etc.), de infravermelhos (Iras, ISO, etc) e outros. Não devemos nos deter sobre as missões espaciais em direção aos planetas do sistema solar, que não são projetos de pura astronomia.

Não há sinal de que esses investimentos estejam arrefecendo. Muitos projetos se encontram na prancheta ou em fase inicial; vamos apenas enumerar alguns. Por exemplo, a missão Lisa, cujo objetivo é detectar ondas gravitacionais, consiste num conjunto de três espaçonaves dispostas na forma de um triângulo eqüilateral, com distâncias de 5 milhões de km, capazes de medir deslocamentos relativos da ordem de 10 picômetros (unidade igual a 10-12 m). O Observatório Herschel, destinado a espectroscopia no infravermelho distante, está previsto para ser lançado em 2007. A missão Planck deverá mapear a radiação cósmica de fundo com sensibilidade sem precedentes. O James Webb Space Telescope (JWST), otimizado para o infravermelho, será o sucessor do telescópio espacial Hubble, com espelho primário de 6,5 m. A missão Gaia, com finalidade astrométrica , deverá realizar um censo profundo da Galáxia.

Em termos de instrumentos no solo, mencionaremos dois gigantes, o GT e o SKA, que ilustram a ambição cada vez maior dos projetos. O Giant Telescope de 30 m está sendo projetado pelo California Institute of Tecnology, em colaboração com uma associação de universidades. Fazendo uso de óptica ativa (compensação das deformações do espelho principal) e adaptativa (compensação das distorções introduzidas pela turbulência atmosférica) ele terá uma resolução angular 12 vezes melhor que a do telescópio espacial Hubble, além da sensibilidade proporcional à área. O GT poderá entrar em funcionamento em 2012. Do lado radioastronômico, atualmente o maior investimento é o Alma - Atacama Large millimetric Array, em construção a 5000 m de altitude, no Chile, composto de 64 antenas de 12m de diâmetro. Como o Alma tem por objetivo observar em ondas milimétricas e sub-milimétricas (centenas de GHz), as baixas frequências ficaram desguarnecidas. Surgiu naturalmente um projeto complementar, o SKA, Square Kilometer Array, com área coletora total de 1 km² , para a faixa de freqüência de 150 MHz até 22 GHz. O SKA será construído pelo maior consórcio internacional já estabelecido para astronomia. Terá 4200 antenas de 12m.

Os resultados científicos esperados para o próximo decênio são muitos e extremamente diversificados. Abrangem desde a descoberta de planetas com condições para vida, a observação da formação das primeiras galáxias, a natureza dos “gama-ray bursts” , a identificação da origem dos raios cósmicos de altíssima energia, e a observação de ondas gravitacionais. Mas principalmente, serão feitas as reais descobertas, aquelas que não são esperadas.

Ao abordar agora a astronomia nacional, vamos primeiro quantificar os recursos humanos. A Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) conta com 520 membros, sendo 320 doutores. As reuniões anuais da SAB, muito dinâmicas, contam tipicamente com 300 participantes. As principais instituições que realizam pesquisa são o IAG-USP (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP), os órgãos do governo federal (MCT): ON, Inpe, LNA, universidades federais (do norte para o sul, UFRN, UFMG, UFRJ, UFSC, UFRGS), uma universidade estadual em Ilhéus, e universidades privadas (Mackenzie, Unicsul, Universidade do Vale do Paraíba). Essas duas últimas são recentes na área, tendo seus cursos de pós-graduação em astronomia sido aprovados pela Capes em 2007. O fato de universidades privadas se envolverem com astronomia demonstra que existe uma nova percepção a respeito desta área. Fora dos grupos maiores, existem pequenos grupos ou mesmo astrônomos isolados.

A produção científica em termos de artigos, e a formação de mestres e doutores, tem crescido de forma regular, elevando o ranking internacional do Brasil. A realização no país de cerca de uma dezena de simpósios internacionais com a chancela da União Astronômica Internacional (IAU) nesta última década, assim como a programação da próxima Assembléia Geral da IAU (evento que reúne cerca de 3000 astrônomos) para o Rio de Janeiro em 2009, são ao mesmo tempo causa e conseqüência de nossa maior inserção e visibilidade.

Frente à evolução da astronomia mundial em torno de grandes investimentos, como se situa o Brasil? Parece evidente que há pouco espaço para pequenos projetos nacionais, e que a inserção em grandes colaborações internacionais é o melhor caminho para se manter competitivo.

Nosso país acaba de dar um grande passo, com a inauguração em 2004 do telescópio Soar, de 4,1m de diâmetro, no Cerro Pachón, Chile. Temos direito a 31% do tempo de observação, um tempo considerável, tendo em vista a eficiência do instrumento. Os parceiros no Soar são a Universidade de Carolina do Norte, a Universidade Estadual de Michigan e o Observatório Nacional dos EUA (Noao). O telescópio possui óptica ativa (atuadores no espelho principal) e um primeiro estágio de óptica adaptativa para correção de flutuações atmosféricas, que é o movimento tip-tilt do refletor secundário. Ele oferece poucos instrumentos no momento, pois sua instrumentação ainda não está completa. A parte brasileira do tempo é administrada pelo Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), que funciona a contento, sem personalismos e sempre ouvindo a comunidade.




Fig.1 - Os telescópios Gemini Sul, em primeiro plano, e Soar, no fundo


Outro investimento de grande importância é a participação brasileira no Gemini. Mesmo tendo 2,5% do tempo apenas, como são dois telescópios, Gemini Norte e Gemini Sul, isto representa cerca de 15 noites. Os astrônomos brasileiros estão fazendo bom uso do tempo Gemini, com número de publicações maior que o dos parceiros internacionais, em termos relativos ao tempo disponível. O fato de qualquer astrônomo brasileiro ter acesso ao Gemini e ao Soar constitui um grande incentivo para os pequenos grupos de pesquisa.

Existem outras colaborações internacionais bem sucedidas com participação brasileira. O projeto internacional Auger, que visa observar chuveiros de raios cósmicos produzidos pela chegada de partículas de altíssima energia que incidem na atmosfera terrestre, com uma rede de detectores cobrindo uma grande área na Argentina, está colhendo seus primeiros resultados. A participação brasileira é liderada por um pesquisador da Unicamp. Talvez o projeto não deva ser classificado como de pura astronomia, mas tem forte vinculação com a área.

O Satélite francês Corot, que conta com participação brasileira coordenada por pesquisador do IAG, foi lançado em dezembro de 2006 por um foguete russo Soyuz. O sinal do satélite é recebido em parte pela estação rastreadora de Alcântara (MA). A missão do satélite é estudar sismologia estelar (estudo das vibrações de estrelas) que permite analisar a estrutura interna das mesmas. Outro objetivo é detectar planetas fora do sistema solar.

O Brasil está dando seus primeiros passos na área de astronomia espacial. Foi lançado com sucesso, em 2004, o experimento em balão Masco, do Inpe, com detector imageador de raios X. A experiência obtida com o Masco, antes mesmo de seu lançamento, deu origem a um projeto de satélite liderado pelo Inpe, o Monitor e Imageador de Raios-X, Mirax, projeto em colaboração com vários centros do exterior.

Na área de radioastronomia, os projetos de interferômetro solar BDA (Brazilian Decimetric Array), desenvolvido pelo Inpe em Cachoeira Paulista, com forte apoio da Índia, e o telescópio solar submilimetrico instalado pelo Craam (Mackenzie) em El Leoncito, na Argentina, e o experimento GEM, também do Inpe, que realiza um mapeamento da radiação da Galáxia em diversas freqüências, são exemplos de interações internacionais.

Nossa descrição dos projetos em execução parece indicar que tudo está no melhor dos mundos. No entanto as dificuldades existem. O aspecto com o qual não devemos ter preocupação é a qualidade e criatividade de nossos cientistas. As reuniões anuais da Sociedade Astronômica Brasileira demonstram a existência de inúmeras iniciativas. No entanto essa criatividade se encontra frustrada pela falta de oportunidade para os jovens. Alguns institutos, como o IAG por exemplo, vêem seus quadros envelhecerem, podendo se passar uma década sem uma nova contratação. Os jovens doutores são, portanto, forçados a migrar para pequenos grupos, onde passam parte do tempo construindo a infra-estrutura, e batalhando para instalar uma cultura de pesquisa, em lugares onde muitos acham que professor tem que dar aula e nada mais.

Outro problema é que não há no país uma instância representativa junto ao governo que “pense” nos rumos da ciência. A Sociedade Astronômica Brasileira promove debates, mas não tem poder de decisão. Existe uma distância enorme entre os responsáveis por projetos e o governo, ou mesmo entre pesquisadores e agências financiadoras. Os cientistas normalmente não têm vocação para fazer lobby junto ao governo. Tomam iniciativas, assumem responsabilidades a nível nacional e internacional e conseguem auxílios pontuais de agências de fomento. No entanto, trocas de governo ou de prioridades em agências de fomento podem pôr tudo a perder. Por exemplo, a decisão da Fapesp, há poucos anos, de suspender qualquer importação por um prazo de mais de um ano teve forte impacto negativo no desenvolvimento do instrumento Soar Integral Field Spectrograph (Sifs), em construção, para o telescópio Soar. Tudo aconteceu sem qualquer diálogo. Como outro exemplo, o Brasil foi candidato a hospedar o maior projeto de radiotelescópio da atualidade, o SKA. Provavelmente ninguém no governo federal tomou conhecimento do que esse projeto representaria realmente. Seria útil que o ministro de Ciência e Tecnologia, e também os diretores científicos de agências financiadoras, estabeleçam o hábito de receber uma vez por ano uma delegação de representantes de cada área de ciência. Lançar um projeto de um pequeno satélite astronômico, por exemplo, é uma operação mais fácil do ponto de vista técnico do que do político.

Após o sucesso do envolvimento no Soar e no Gemini, parece ter havido uma “parada” nos projetos novos. No entanto, esses dois projetos representam uma participação modesta em consórcios internacionais, e novas parcerias deveriam ser procuradas. Já se passou uma década desde que as decisões referentes a esses projetos foram tomadas.

Por outro lado, existe uma assimetria entre o desenvolvimento da astronomia óptica e da radioastronomia. Esta última, embora tenha à disposição o radiotelescópio de 13.7 m em Atibaia, oferecido pelo Inpe ao uso pela comunidade, não conta com uma facilidade no estilo de um laboratório nacional, como acontece com o LNA para a astronomia óptica. O radiotelescópio é bastante antigo, e o Brasil não participa de projetos internacionais de radioastronomia, com distribuição de tempo por um comitê nacional. Seria oportuno o país ingressar como sócio no projeto SKA, para garantir um melhor acesso futuro a um instrumento muito competitivo.

Finalmente, a construção de instrumentos para a astronomia é uma conseqüência natural do envolvimento nos projetos Soar e Gemini, com benefício esperado para o desenvolvimento tecnológico. Embora a construção de instrumentos tenha feito progressos consideráveis com o Sifs e com o Estelles (espectrógrafo de alta resolução, em fase inicial), ambos projetos inovadores pela tecnologia envolvida, avaliados e aprovados por comitês internacionais, percebe-se que muitas dificuldades emperram seu desenvolvimento. Em particular, a falta de equipe técnica de apoio que seja estável.
Fonte:http://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&edicao=27&id=309

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Grécia: Uma civilização que marcou a história

A Grécia antiga.

Expansão do povo grego (diáspora)

Por volta dos séculos VII a.C e V a.C. acontecem várias migrações de povos gregos a vários pontos do Mar Mediterrâneo, como conseqüência do grande crescimento populacional, dos conflitos internos e da necessidade de novos territórios para a prática da agricultura. Na região da Trácia, os gregos fundam colônias, na parte sul da Península Itálica e na região da Ásia Menor (Turquia atual). Os conflitos e desentendimentos entre as colônias da Ásia Menor e o Império Persa ocasiona as famosas Guerras Médicas (492 a.C. a 448 a.C.), onde os gregos saem vitoriosos.
Esparta e Atenas envolvem-se na Guerra do Peloponeso (431 a.C. a 404 a.C.), vencida por Esparta. No ano de 359 a.C., as pólis gregas são dominadas e controladas pelos Macedônios.

Sociedade da Grécia Antiga

A economia dos gregos baseava-se no cultivo de oliveiras, trigo e vinhedos. O artesanato grego, com destaque para a cerâmica, teve grande a aceitação no Mar Mediterrâneo. As ânforas gregas transportavam vinhos, azeites e perfumes para os quatro cantos da península. Com o comércio marítimo os gregos alcançaram grande desenvolvimento, chegando até mesmo a cunhar moedas de metal. Os escravos, devedores ou prisioneiros de guerras foram utilizados como mão-de-obra na Grécia. Cada cidade-estado tinha sua própria forma político-administrativa, organização social e deuses protetores.

Cultura e religião

Foi na Grécia Antiga, na cidade de Olímpia, que surgiram os Jogos Olímpicos em homenagem aos deuses. Os gregos também desenvolveram uma rica mitologia. Até os dias de hoje a mitologia grega é referência para estudos e livros. A filosofia também atingiu um desenvolvimento surpreendente, principalmente em Atenas, no século V ( Período Clássico da Grécia). Platão e Sócrates são os filósofos mais conhecidos deste período.

A dramaturgia grega também pode ser destacada. Quase todas as cidades gregas possuíam anfiteatros, onde os atores apresentavam peças dramáticas ou comédias, usando máscaras. Poesia, a história , artes plásticas e a arquitetura foram muito importantes na cultura grega.

A religião politeísta grega era marcada por uma forte marca humanista. Os deuses possuíam características humanas e de deuses. Os heróis gregos (semi-deuses) eram os filhos de deuses com mortais. Zeus, deus dos deuses, comandava todos os demais do topo do monte Olimpo. Podemos destacar outros deuses gregos : Atena (deusa das artes), Apolo (deus do Sol), Ártemis (deusa da caça e protetora das cidades), Afrodite (deusa do amor, do sexo e da beleza corporal), Démeter (deusa das colheitas), Hermes (mensageiro dos deuses) entre outros. A mitologia grega também era muito importante na vida desta civilização, pois através dos mitos e lendas os gregos transmitiam mensagens e ensinamentos importantes.

Os gregos costumavam também consultar os deuses no oráculo de Delfos. Acreditavam que neste local sagrado, os deuses ficavam orientando sobre questões importantes da vida cotidiana e desvendando os fatos que poderiam acontecer no futuro.

Na arquitetura, os gregos ergueram palácios, templos e acrópoles de mármore no topo de montanhas. As decisões políticas, principalmente em Atenas, cidade onde surgiu a democracia grega, eram tomadas na Ágora (espaço público de debate político).


Fonte:http://www.suapesquisa.com/grecia


Como conhecer o passado dos gregos?

Escavações de ruinas antigas cidades gregas nos permite imaginar como aquele povo vivia.
Ferramentas;armas;enfeites;utensílios domésticos e outros objetos encontrados pelos arqueologos trazem informações sobre seu cotidiano,especialmente do período em que ainda não utilizavam a escrita.


O que a mitologia conta sobre seus primeiro gregos?
A origem dos Helenos

2000 a.C. 2000 a.C. - À partir de 2000 aC, povos de origem indo-européia - os Helenos - começam a entrar na região. Os helenos eram uma mistura de raças que falavam uma língüa de filiação indoeuropéia e possuiam essencialmente a mesma cultura. Os primeiros helenos foram os Aqueus que ...À partir de 2000 aC, povos de origem indo-européia - os Helenos - começam a entrar na região. Os helenos eram uma mistura de raças que falavam uma língüa de filiação indoeuropéia e possuiam essencialmente a mesma cultura. Os primeiros helenos foram os Aqueus que dominaram as cidades de Micenas, Tróia, Tirinto e, por fim, conquistaram a ilha de Creta. Com o domínio aqueu sobre Creta originou-se a Civilização Micênica.
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De História - Aula 01 - Mundo Grego - Páginas da web relacionadas
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1920 1920 - Heleno nasceu em São João Nepomuceno/MG, em 1920 e foi jogador do Botafogo, considerado o primeiro craque-problema da história do futebol. Devido ao seu temperamento explosivo, ficou conhecido pelo apelido 'Gilda', a personagem neurótica de Rita Hayworth no ...Heleno nasceu em São João Nepomuceno/MG, em 1920 e foi jogador do Botafogo, considerado o primeiro craque-problema da história do futebol. Devido ao seu temperamento explosivo, ficou conhecido pelo apelido 'Gilda', a personagem neurótica de Rita Hayworth no cinema. Além do Botafogo, Heleno também jogou no Vasco e no Boca Juniors. No longa, Rodrigo Santoro dará vida ao ator e conheceremos a história do mesmo.
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De Heleno: Filme com Rodrigo Santoro em P&B | Sem Tédio - Tudo sobre … - Páginas da web relacionadas
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1940 1940 - SANTORO -Absolutamente nada. Estou planejando fazer o 'Heleno', que é a história do jogador de futebol Heleno de Freitas, que atuou no Botafogo na década de 1940 . FOLHA - Por que Heleno de Freitas vale um filme? SANTORO -É um mito.
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1948 1948 - O problema, segundo relato de Nílton Santos a mim, a bordo de um avião, é que no primeiro treino, Nílton, entre os reservas, deu seu famoso drible de corpo em Heleno, que ainda treinava entre os titulares, no início de 1948.Mas o problema não está nessa partida, da qual já contei a história. O problema é o indiscutível mal-estar que sempre vigorou enquanto Heleno de Freitas e Nílton Santos dividiram o espaço de General Severiano. O problema, segundo relato de Nílton Santos a mim, a bordo de um avião, é que no primeiro treino, Nílton, entre os reservas, deu seu famoso drible de corpo em Heleno, que ainda treinava entre os titulares, no início de 1948.
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De Blog do Roberto Porto: Fevereiro 2009
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1959 1959 - Marcos Eduardo: Tenho certeza disso. Embora o Heleno tenha morrido em 1959, quase 50 anos depois estamos nós falando dele. O mito sobrevive, e com ele não é diferente. Muitos irão ao cinema para ver o Rodrigo Santoro, mas descobrirão um grande personagem. E ...Marcos Eduardo: Tenho certeza disso. Embora o Heleno tenha morrido em 1959, quase 50 anos depois estamos nós falando dele. O mito sobrevive, e com ele não é diferente. Muitos irão ao cinema para ver o Rodrigo Santoro, mas descobrirão um grande personagem. E assim o mito perpetuará por outras gerações, já que a história do Heleno é épica e trágica. Praticamente uma epopéia.
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De Almanaque Virtual - Cultura em Movimento - Páginas da web relacionadas
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2006 14 abr. 2006 - Mas falemos dos acertos Dentre eles a recémlançada biografia de Heleno de Freitas ídolo do futebol carioca da década de 40 personagem bastante ... últimos dias num mundo imaginário acusando tudo e todos por seu infortúnio Na história de Heleno herói e vilão encarnaram o mesmo personagem.
De JB Online - Genial e genioso - Páginas da web relacionadas
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2007 6 mar. 2007 - RIO DE JANEIRO O treinador Paulo Autuori já definiu o substituto do zagueiro Gladstone que cumprirá suspensão por ter sido expulso durante a vitória do Cruzeiro sobre o América2 x 1 domingo Sem ficar em cima do muro o comandante cleste garantiu a presença do jovem Thiago Heleno ao lado ...
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2008 29 jan. 2008 - E filho de um antigo professor de Geografia do Colégio Militar do Rio e desfruta de alto conceito entre os integrantes da força e consulta as lições da História como se pode concluir de sua mensagem a nos dirigida de seu comando na Amazônia em 29 jan 2008.E o General Heleno se liga a História .E filho de um antigo professor de Geografia do Colégio Militar do Rio e desfruta de alto conceito entre os integrantes da força e consulta as lições da História como se pode concluir de sua mensagem a nos dirigida de seu comando na Amazônia em 29 jan 2008. “ Estimado Cel Bento. Recebi seu excelente livro General Osório o maior herói e líder popular brasileiro .Agradeço a publicação que me enviou cumprimentando pela iniciativa e pela ...
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2010 17 maio 2010 - Rodrigo Santoro e Alinne Moraes já estão gravando cenas para o filme “Heleno”, que contará a história sobre Heleno de Freitas, ex-jogador do Botafogo. Alinne Moraes será Ilma de Feitas esposa do jogador. O roteirista Robert McKee passou pelo Brasil na semana passada e afirmou conhecer ...
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Fonte:http://www.google.com.br/search?q=a+historia++dos+helenos&hl=pt-BR&rlz=1T4SUNC_pt-BRBR381BR383&prmd=v&tbs=tl:1&tbo=u&ei=ny7ZTOnoMoKr8AaGpNn3CQ&sa=X&oi=timeline_result&ct=title&resnum=12&ved=0CFQQ5wIwCw


A origem da civilização grega


Os gregos são originário da península Balcanica. Vindos do Norte, das planícies eurasianas, os indo-europeus encontraram a Grécia com um clima sempre ameno, o céu e o mar azuis, e nela permaneceram.

No século XX a.C. os povos indo-europeus enfrentaram os Pelágios que habitavam a região, e os dominaram.

Como a superfície contínua da Grécia era bastante limitada, os gregos, passaram a habitar também as ilhas próximas, bastantes numerosas. A ilha de Eubéia ficava separada do continente pelo estreito de Euripes. Ítaca, Cefanônia, Córcira e Zaquintos localizavam-se no mar Jônico. Ao sul do Peloponeso, ficava Cítara, que representava uma etapa para a ilha de Creta, a mais extensa de todas. As Cícladas (Andros, Delos, Paros, Nexos) localizavam-se no Egeu, bem como as Espóradas (Rodes, Samos, Quios, Lesbos). Essas ilhas constituíam a Grécia colonial, constituídas por terras mais distantes:

Ásia Menor (Eólia, Jônica,Dória),
Sul da Itália (Magna,Crécia),
Costa egípcia (Náucratis).

Desde o período neolítico que se tem notícia da presença do homem na península Balcânica. Os pelasgos foram seus primeiros habitantes, possivelmente, de origem mediterrânea. Os cretenses, porém, foram mais importante como civilização, predominando em toda a região do Egeu. Tantos os pelasgos como os cretenses, geralmente são considerados povos anteriores aos gregos (povos pré-helênicos).
A história egeana teve suas origens na ilha de Creta, irradiando-se daí para a Grécia continental e também para a Ásia Menor. Cerca de 1.800 a.C., Cnossos e Faístos, na ilha de Creta, atingiram o seu apogeu. O palácio de Cnossos foi destruído entre cem e duzentos anos mais tarde. Formou-se uma nova dinastia, à qual se deve diversas transformações, inclusive o tipo de escrita. Os cretenses experimentaram outro período de apogeu, cerca de cinqüentas anos mais tarde, quando atingiram a Ásia menor, reconstruindo Tróia, e a Grécia continental, construindo aí Tirinto e Micenas. Os chamados "povos do mar" surgiram pelos fins do século XV a.C., e por certo foram os predecessores dos povos gregos. Eram os aqueus, povos de origem indo-européia. Da miscigenação de cretenses e aqueus originou-se a civilização Miceniana.

Duzentos anos mais tarde, os dórios, os jônicos e os eólios, outros povos helênicos, transferiram-se para Grécia. Os invasores venceram os aqueus, e substituíram as cidades pelas suas. Tais cidades viram transformar-se nas grandes representantes da Grécia Antiga: Atenas, Tebas, Esparta e outras.

Os tempos pré- helenicos- na época neolitica a Grécia passou por várias ondas de povoamento; na Tessália descobriam-se em sesklo e dhimini, importantes vestigius de comunidades agrícolas e pastoris. De 2600 1900 a. C., o período dito heládico antigo corresponde ao bronze antigo, o conjunto do território grego povoou-se pouco a pouco, e as relações marítimas com as ilhas do mar Egeu, estabelecidas ha muito, intensificaram-se.

A idade média helênica: (do Séc. XI ao VIII a. C.). Referem-se a esse período obscuro os textos de Homero e de Hesiodo. A arqueologia revelou a extensão do uso do ferro, o aparecimento de uma nova cerâmica com elementos geométricos e a prática da cremação. Um movimento de migração e de conquista levou os gregos para as costas da Ásia menor. Foi ai, sem dúvida, que se moldaram, progressivamente, os traços da grega clássica, imediatamente retomados e desenvolvidos no resto do mundo helênico, e também a organização política e social da cidade (ou Polis), em que o proprietário mais poderoso exercia a função de rei (basileus). Mas uma mesma civilização (língua, depois escrita, deuses e regras morais comuns) compensou a dispersão territorial.

Os tempos arcaicos: (do Séc. VIII ao VI a. C.). Essa época deve seu nome a arqueologia, que nela situa as primeiras manifestações da arte grega. Um regime aristocrático estendeu-se então, a todas as cidades gregas. A realeza do tipo homérico desapareceu e a um minoria de privilegiados pelo nascimento e pela fortuna (os eupátricas) possuía a terra e a autoridade do Séc. VIII ai VI a. C. um vasto movimento de colonização levou a fundação de cidades gregas nas costas do Mediterrâneo e do ponto Euxino. Essa emigração foi, primeiramente, uma solução para a demanda de terras por parte dos mais pobres; além disso, estabeleceram-se novos vínculos comerciais. No final, a colonização, ao modificar as relações econômicas tradicionais, provocou, nas cidades oligárquicas, um duplo movimento: aqueles que enriqueceram com o comércio e o artesanato reivindicavam direitos políticos, enquanto os pequenos camponeses e a mão-de-obra urbana desejavam uma revolução social. Legisladores, como Sólen em Atenas (inicio do Séc. VI a. C.), encarregados de julgar os conflitos, redigiram leis escritas, a partir de então aplicáveis a todos (nomoi). A insuficiência dessas reformas fez surgir uma fórmula política nova: em numerosas cidades, um tirano era encarregado de toda a autoridade, para reequilibrar as instituições sociais, mas os regimes tirânicos, mesmo o que pisístrato fundou em Atenas, não puderam resistir a vontade dos cidadãos de assumirem suas responsabilidades políticas. O valor das instituições elaboradas na época arcaica e a coesão da cidade manifestaram-se durante as guerras médicas (490-479 a. C.). Em maratona (490 a. C.). Os hoplitas ateniense determinaram a vitória; em salamina (480 a.C.), os persas foram derrotados por uma frota em que os mais pobres da cidade serviram com remadores e ganharam, assim, uma nova dignidade.

A crise da cidade no Séc. IV a. C.: a maioria das cidades gregas foi perturbada por conflitos sociais, conseqüências das guerras; a uma minoria de ricos comerciantes, de manufatureiros e de grandes proprietários opunha-se o povo, freqüentemente privado de suas terras e que sofria, em seu trabalho, a concorrência dos escravos. Todos os filósofos sentiram a necessidade de reformar a cidade ( Xenofonte, Platão ). O indivíduo reivindicava seus direitos e sua liberdade contra a lei cívica; o processo de Sócrates ( 399 ) traduz o problema assim engendrado. O mundo grego sentiu sua falência política: os oradores, Isócrates sobretudo, pregavam a necessidade da união, e o fracasso das antigas alianças fez com que se pensasse que apenas um rei poderia agrupar as forças vivas do helenismo.

A intervenção da Macedônia ( 359 a 323 a. C. ). Felipe II da Macedônia fez de seu reino uma monarquia centralizada, dotada de um exército numeroso, cujo núcleo era a falange. Soube utilizar as discórdias das cidades para inverter na Grécia e dissolver o Império ateniense no norte do Egeu. Após a paz de Filocrates ( 346 ), o conflito assumiu o aspecto de uma luta entre o rei e o orador ateniense Demóstenes, que organizou a defesa de Atenas e concluiu uma aliança com Tebas. Mas o esforço de guerra foi tardio e Felipe venceu em Queronéia ( 338 . encerrou-se, assim, a independência das cidades gregas. A paz de 338 castigou duramente Tebas e privou Atenas de sua confederação. A liga de Corinto deu a Grécia uma nova organização; as cidades deveriam viver em paz e aderir a liga, cujo generalismo ( hegemon ) era Felipe.

Com a morte de Felipe ( 336 ), uma tentativa de revolta fez com que Tebas fosse arrasada. Os gregos pouco participaram da expedição de Alexandre, que partiu para libertar as cidades gregas da Ásia; na verdade ele criou um mundo novo, cuja base foi a civilização grega.

A Grécia Bizantina: após 395, a Grécia, incluída no Império Romano do oriente, foi devastada repetidas vezes pelas invasões. Os eslavos se instalaram a partir de 547 e se converteram ao cristianismo a partir do Séc. IX, enquanto os primitivos habitantes refluíram para as regiões costeiras e para as ilhas.

A herança cultural da Grécia triunfou no Império do oriente, que se tornou o Império Bizantino. Teodósio II fundou em constantinopla uma universidade grega ( 425 ) e autorizou a realização dos julgamentos em língua helênica. Se Justiniano fechou em 529 as escolas filosóficas de Atenas, vistas como um foco de paganismo, por outro lado utilizou a língua grega em vários de seus atos públicos. Por volta de 630, Heráclio adotou um título de Basileus e fez do grego a língua oficial. A utilização da língua grega contribuiu para a difusão da igreja cristã. A Grécia como o restante do oriente, aderiu ao crisma de 1054, vinculando-se ao patriarca de constantinopla. A história da Grécia confundiu-se, a partir daí, com as vicissitudes do império Bizantino. Em particular, a IV a cruzada ( 1204 ) levou a criação do Império latino, confiado ao conde de Flandres, Balduíno, que estendeu sua autoridade sobre a Trácia, e a formação de principados francos: o reino de Tessalônica, tomado pelos Bizantinos em 1222; o Peloponeso, que se transformou em principado da Acaia ou Moréia; e o ducado de Atenas. Nos Sécs. XIV e XV, venezianos, catalões e genoveses disputaram a posse da Grécia propriamente dita.

Os povos invasores foram:

Aqueus: Invadiram a ilha de Creta, destruindo sua civilização e fundaram a cidade de Micenas.

Jônios: Invadiram a região de Creta.

Dórios: Invadiram o Peloponeso, dominaram os Aqueus que já haviam também se estabelecido e impuseram sua civilização.

O Clima na Grécia Antiga

Tinha um clima ameno e agradável. Aproximadamente 640mm de chuva caíam a cada ano, principalmente no inverno. No verão, o povo vivia quase inteiramente ao ar livre. Embora os ventos de inverno fossem frios, os gregos promoviam a maioria dos divertimentos e reuniões públicas fora dos recintos cobertos.

Homero escreveu livros que durante muitos anos foram considerados relatos de lendas gregas.
Mas quando o arqueólogo alemão Heinrich Schliemann escavou e descobriu, em 1870, Tróia, os textos de Homero adquiriram veracidade e importância histórica.

Em virtude disso, a história da Grécia divide-se nos seguintes períodos:

Pré-Homérico
Homérico
Arcaico
Clássico

a)Período Pré-Homérico: séculos XX-XII a.C.

Carcterizado pelo povoamento dos povos indo-europeus.

b)Período Homérico: séculos XX-VIII a.C.

Caracterizado pela formação dos genos, que eram pequenas comunidades dirigidas por um chefe político, o basileu.

No geno a terra era coletiva e cultivada por todos. Um conjunto de genos formava a fatria e um conjunto de fatrias formava uma tribo.

Com o crescimento da população dos genos, as terras tornaram-se poucas para a agricultura e muitos abandonaram a região, gerando a desintegração do sistema.

Ao saírem, dirigiam-se para as colônias do Norte da África, Sul da Itália, França e Espanha.A todas essas localidades, deu-se o nome de Mundo Grego.

c) Período Arcaico: séculos VIII-VI a.C.

Caracterizados pela formação das cidades-Estados, assim denominadas porque tinham governo e economia independentes.

Seus govenantes, segundo o costume da democracia grega, podiam ser escolhidos pelo povo.

d) Período Clássico: séculos VI-IV a.C.

Caracterizado pela hegemonia e imperialismo das cidades de Atenas, Esparta e Tebas.

Domínio da Macedônia

Habitando o norte da Tessália, os macedônios eram de origem desconhecida, semi-bárbara.Mas embora não fossem gregos, participavam da política grega.

O orador demóstenes, temendo seu poderio, alertava os gregos para o perigo de uma invasão macedônica, nos seus famosos discursos: as Filípicas.

Governo:

Dominava a Macedônia o rei Felipe II, que participava como juiz nas disputas entres as cidades gregas. Conhecendo a defesa das cidades, durante a luta entre Tebas e Esparta, ataca e sai vencedor.

Após a vitória, morre, em 336 a.C, assassinado.

Governo de Alexandre:

Acreditava-se que ele era o própio filho de Zeus e da rainha Olímpia. Foi desde cedo enviado à Grécia para estudar. De grande cultura, chegou a ser discípulo de Aristóteles.

Unificou o povo Grego e conquistou a pérsia, o Egito, A Mesopotâmia, a Fenícia, a Síria e a Palestina, construindo um dos maiores impérios da Antiguidade e transmitindo-lhe a civilização grega. Ou seja, Alexandre Magno propiciou a helenização dos povos conquistados.

Fundou na foz do Nilo a cidade de Alexandria.

Morreu aos 33 anos. Após sua morte o vasto Império desmorona, dividido por seus generais em 3 grandes reinos:

Egito, Fenícia e Palestina: com Ptolomeu.
Pérsia, Mesopotâmia e Síria: com Seleuco.
Macedônia e Grécia: com Cassandro.

Legado Cultural

A base da cultura européia ocidental foi formada pelo legado dos gregos.

Sua Filosofia permaneceu viva nos ensinamentos de Demócrito, Anaxágoras, Sócrates, Platão, Aristóteles, Tales de Mileto etc.

As obras dos grandes pensadores gregos são estudadas ainda hoje, como, por exemplo, "A república", "O banquete" e "Fedon" de Platão; e "A política" de Aristóteles.

Na medicina destaca-se Hipócrates; Euclides e Pitágoras, na Geometria; Arquimedes, na Física.

Nas artes a busca da perfeição estética foi uma constante.

Durante o século V a.C. a cultura grega atinge seu apogeu, sob o governo de Péricles, que protegeu os artistas e ordenou a construção de inúmeros monumentos.

Fídias é o maior escultor desse período.Sua estátua de Zeus Olímpico foi considerada uma das maravilhas do Mundo antigo.

Miron destaca-se com o "Discóbolo", em homenagem aos atletas.

Templos, teatros, anfiteatros e Odeons eram construído em mármore branco para a grandeza da Grécia, para que ela fosse vista pelos estrangeiros e sua beleza divulgada no mundo inteiro.

Seus padrões de colunas eram invejados e copiados por outros povos.

As peças de teatros ainda hoje são representadas em nossos teatros e seus autores, reverenciados: - Sófocles, Eurípedes e Aristófanes.

O grego Heródoto é considerado o pai da História.

Os Poemas de Homero

Os poemas homéricos, Ilíada e Odisséia, narram esses tempos de lutas e de lendas. O primeiro narra a guerra entre gregos e troianos, com a vitória dos primeiros. A Odisséia, conta as aventuras de Ulisses (Odisseu), rei de Ítaca. Por isso, esse período é chamado de Tempos Homéricos.

As Cidades Gregas

As cidades gregas são encontradas nos tempos históricos mais remotos. Muitas dessas cidades apresentavam uma organização perfeita. Tomamos conhecimento dos genos, minúsculas comunidades naturais em que os gregos anteriormente viviam, apenas através das lendas e dos poemas homéricos. O genos era constituído por todos os que prestavam culto a antepassados comuns que tinham o mesmo sangue. Com o tempo, esses genos foram se agrupando, a fim de obterem melhores condições de vida, e deram origem a cidades.

Os gregos, porém, fundaram muitas cidades, cada qual mantendo sua independência. Possuíam também seus próprios reis, hábitos e regulamentos. Apesar disso, os gregos sentiam que formavam um só povo, o que desenvolveu na Grécia o sentimento pátrio.

As Colônias Gregas

As colônias foram o meio utilizado pelos gregos para disseminarem a sua religião e seus hábitos por toda a extensão do Mediterrâneo. A fundação de colônias gregas não era devida à iniciativa do Estado. Um grupo de elementos, obedecendo à chefia de um, encarregado de levar o fogo sagrado, saía da mesma cidade à procura de um local onde pudesse se estabelecer e construir cidades independentes, ligadas apenas pela religião à cidade de origem. Essa modalidade de colônia é denominada apoequia.

No século X a.C., os atenienses criaram um novo tipo de colônia, a olerúquia. Era obra do Estado, e os emigrantes conservavam os seus direitos de cidadania.

Algumas colônias gregas: vilas na Sicília, sul da Itália, Turquia, terras no mar Negro, Índia, Portugal e Sudão.

A Evolução Grega

Em algumas cidades, a agricultura foi substituída por outras atividades econômicas, que atraíram elementos estrangeiros e provocaram o aumento do números de escravos. As classes que não participavam da política aumentaram, numericamente, enquanto se agrupavam na cidade propriamente dita. Com isso, tomaram consciência da força que possuíam que até então haviam ignorado por causa de sua vida dispersa na lavoura.

O aparecimento da moeda foi outro fator da revolução da econômica. Riquezas móveis se constituíram e, houve descontentamento entre as classes sociais inferiores. As lutas políticas sucediam-se. Como solução, promulgaram-se leis para regulamentarem as relações de classes.

Os excessos de luxos constituíram uma das preocupações de quase todos os legisladores. Conhecem-se leis de Pítacos, Sólon e Zaleucos relativas ao uso de jóias femininas e cortejos fúnebres.

Com a crise, o regime aristocrático propiciou o surgimento da tirania, representada pelo menos por duzentos tiranos distribuídos ao longo da história grega.

Os tiranos gregos tinham como principal intuito serem aceitos pelo mundo como protetores da justiça e da religião, e procuravam rodear-se de literatos e de artistas, que os transformavam em elementos benfeitores, conseguindo-lhes com isso simpatia e prestígio.

Espartanos e Atenienses

Os atenienses constituíram a democracia padrão na Grécia clássica.

Os espartanos, como mantinham condições de vida semelhantes a de um exército recluso, sofreram poucas modificações políticas, permanecendo sempre com as características de um Estado aristocrático.

Tanto Esparta como Atenas mantiveram constantes lutas pela hegemonia grega. Atenas teve o seu apogeu no transcorre da época de Péricles (463-529 a.C.). Péricles foi o principal representante do partido democrático, que subiu ao poder em 463 a.C.. Teve como principal objetivo de sua política a melhoria das condições de vida da população, transformando e melhorando também as características da política externa.

Quanto à cultura, procurou atrair os intelectuais de todas as localidades da Grécia, favorecendo-os e instalando-os em Atenas. Sua época foi marcada por nomes de grandes personalidades:

Fídias, arquiteto e escultor;
Sófocles, autor de tragédias;
Heródoto, o grande historiador;
Ésquilo, autor de tragédias;
Sócrates, o pai da filosofia;
Eurípedes, autor de tragédias;
Aristófanes, comediógrafo.

No fim do governo de Péricles, eclodiu a luta entre Esparta e Atenas, que seria uma das mais longas e violentas guerras do mundo antigo, e que passou para a História como a guerra do Peloponeso.

Os constantes desentendimentos bélicos entre as cidades gregas somente conseguiram abalar a unidade do país, propiciando a Filipe I I que concretizasse a sua conquista.

Após haver conseguido impor-se aos gregos, muitos acreditam que o rei macedônio estivesse cuidando dos preparativos para submeter os persas, o que não conseguiu levar a contento, pois foi assassinado por Pausânias, em 336 a.C., deixando seu trono para seu filho, Alexandre.

As Conquistas de Alexandre

Contava, então, Alexandre, 20 anos, e era considerado um homem culto e admirador do helenismo, acreditando-se que tenha sido discípulo de Aristóteles. Tratou de consolidar, na Grécia, a obra de Filipe. Invadiu Tebas, e a destruiu. Venceu Atenas. Depois da vitória de Granico, submeteu a Ásia Menor, além de outras vitórias. Morreu em 323 a.C.

Depois de sua morte, desentendimentos e lutas entre os generais provocaram a divisão do Império em 3 grandes reinos:

o do Egito;
o da Síria;
o da Macedônia.

Tempos depois, reinos menores originaram-se desses 3 grandes reinos:

Epiro;
Ponto;
Bitínia;
Galátia;
Pérgamo;
Capadócia;
Pártia;
Bactriana.

Esses pequenos reinos constituíam os estados helenísticos.

Período Helenístico

Também na religião o regime se impôs. Foi estabelecido o culto dos reis, transformando o rei quase em um deus.

A escultura helenística orientava-se no sentido de causar efeito, e se caracterizava pelas grandes proporções. Os principais centros esculturais foram Pérgamo e Rodes. O Colosso de Rodes era uma das setes maravilhas do mundo antigo. Na pintura, sobressaiu-se Apeles. Na poesia, notabilizaram-se Teócrito e Menadro. O historiador mais célebre foi Políbio. Na filosofia, aparecem Zénon, Pirro, Diógenes e Epicuro. Também viveram nessa época:

Euclides, o pai da geometria;
Arquimedes, o pai da física.
O apogeu da arte grega ocorre com a fusão da Macedônia, sendo esse período denominado de helenismo.

Fonte:http://www.historiadomundo.com.br/grega/civilizacao-grega.htm