terça-feira, 31 de agosto de 2010

Ter filhos hoje:uma nova realidade



Porque a natalidade esta caindo?



A taxa de fecundidade do Brasil é a mais baixa já registrada no país, segundo IBGE. Os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) mostra que o país está envelhecendo, o que é muito triste e perigoso. A taxa de fecundidade da população em 2006, de dois nascimentos por mulher, é a menor já registrada pelo IBGE, caindo abaixo do limite da reposição. Assim como o número de filhos e a parcela mais jovem da população apresentaram queda, a faixa de pessoas com 60 anos ou mais cresceu em todas as regiões. O índice mínimo para que um país mantenha a sua população estável, é de 2, 1 filhos/ mulher. Isto não acontece mais em nenhum país da Europa e agora também no Brasil e outros paises da América do Sul.

O Brasil, com 2,0 filhos/ mulher, começou a se tornar um país de velhos. Quem vai trabalhar para o desenvolvimento do país? Quem vai pagar a aposentadoria dos idosos? Quem vai manter a Previdência Social? Essas perguntas já tiram o sono dos governantes dos países da Europa, onde a população já diminui sensivelmente, e o continente começa a viver o chamado “inverno demográfico; ou como dizia o Dr. Pierre Chaunu, doutor de História moderna da Sorbonne, “implosão demográfica”.

A Europa já começa a viver a angustia do Império Romano decadente, que, segundo Dr. Pierre Chaunu, veio a desabar nas mãos dos bárbaros devido ao forte controle da natalidade e do grande número de abortos. Os governantes europeus já se desdobram para fazer a população ter mais filhos; enquanto isso a Europa é invadida pelos imigrantes.

Em 1950 a taxa de fecundidade do Brasil era de 6,2 filhos/mulher; hoje é de 2,0.

O egoísmo e o comodismo de muitos casais que poderiam ter mais filhos, impedem os filhos de nascerem; muitos preferem uma vida “regalada” ao invés de terem mais filhos como manda a lei de Deus e a paternidade responsável que a Igreja Católica ensina. Os casais mais ricos que poderiam estar criando muitos filhos (médicos, advogados, dentistas, técnicos, …) para o país e para Deus, estão mergulhando no egoísmo e deixando os filhos para os pobres. Esses, por sua vez, são massacrados por uma política desumana e anti-cristã de controle da natalidade onde se usa uma distribuição irracional de anticoncepcionais, “pílulas do dia seguinte”, vasectomias e laqueaduras, como se estivéssemos lidando com gado e não com gente. O pragmatismo ateu e desumano tomou conta dos governos e de muitos pais, infelizmente.

A população jovem, com até 25 anos, vem caindo continuamente no país. No período de 1981 a 2006, a proporção baixou de 58,2 para 44,3% do total.

A densidade demográfica do Japão é de 310 pessoas/km quadrado; e na Europa a média é de 120 pessoas/km quadrado. Na América do Sul é de apenas 20 pessoas/km quadrado. Essa comparação é por si mesma gritante. Isto é, a América é ainda um “Continente desabitado”, em comparação com Europa e Ásia, mas é forçada pelos países ricos a eliminar os seus filhos. Como pode ser humana uma política de natalidade que exige “impedir a vida de existir”?

O Brasil e a América estão longe de precisar de uma política de drástico controle da natalidade; no entanto, isto já é uma triste realidade entre nós, que, sem dúvida, choraremos amargamente amanhã. Quem viver verá.

Cabe ao menos aos casais católicos, que se amam e vivem em harmonia, respeitando as leis de Deus e da Igreja, fugirem deste doentio egoísmo ou deste medo irracional de ter filhos, e deixar que venham ao mundo as criançinhas de Deus. Como disse o grande historiador Daniel Rops, “um povo que já não quer ter filhos, é um povo muito doente”.

O Catecismo da Igreja ensina que: “§2368 - Um aspecto particular desta responsabilidade diz respeito à regulação dos nascimentos. Por razões justas (GS 50), os esposos podem querer espaçar os nascimentos de seus filhos. Cabe-lhes verificar que seu desejo não provém do egoísmo mas está de acordo com a justa generosidade de uma paternidade responsável. Além disso regularão seu comportamento segundo os critérios objetivos da moral.A moralidade da maneira de agir, quando se trata de harmonizar o amor conjugal com a transmissão responsável da vida, não depende apenas da intenção sincera e da reta apreciação dos motivos, mas deve ser determinada segundo critérios objetivos tirados da natureza da pessoa e de seus atos, critérios esse que respeitam o sentido integral da doação mútua e da procriação humana no contexto do verdadeiro amor. Tudo isso é impossível se a virtude da castidade conjugal não for cultivada com sinceridade (GS )

Fonte:
http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2007/09/17/brasil-atinge-a-mais-baixa-taxa-de-natalidade/


A mortalidade no mundo





Oficiais da Organização Mundial de Saúde expressaram seu desapontamento com o resultado dos últimos estudos que demonstram que – apesar da enorme mobilização dos profissionais de saúde pelo mundo – a taxa de mortalidade global continua constante em 100%. A morte – uma disfunção metabólica que causa a parada de todas as funções vitais – continua sendo considerada o mais preocupante problema de saúde da humanidade. Responsável por 100% das fatalidades no mundo, é um problema para o qual ainda não se desenvolveu a cura. [..]

Além disso, o coordenador da pesquisa Robert Hemmlin diz que: “Não quero criar um pânico generalizado, mas parece que o ato de nascer, bem como o subseqüente ciclo de vida, pode ser um sério risco de se contrair a morte…”. Marcia Gretto, uma mãe preocupada que acompanhou a pesquisa afirma: “Aqueles que sofrem de morte podem ficar seriamente traumatizados. Tão seriamente que quase sempre morrem!”. Hemmlin confirma que, após sofrerem de morte pela primeira vez, os pacientes ficam impossibilitados de seguir o curso normal de sua vida.“
Comprovando cada vez mais que a vida é mesmo dura. Além de não facilitar nada para quem vive, ela ainda te mata no final!

Fonte:http://verdadeabsoluta.net/ciencia/taxa-de-mortalidade-mundial-continua-em-100

Uma vergonha para a humanidade:
A mortalidade infantil



A – Crianças que morrem até 28 dias de vida

1. Causas referentes à má assistência ao pré-natal e ao parto:

falta de pré-natal adequado;
má assistência ao parto: demora de atendimento, falta de vagas em hospitais;
ausência de pessoal capacitado para o atendimento do recém- nascido.
2. Crianças com baixo peso (menos de 2.500g), nascidas de mães:

fumantes, alcoolistas ou drogadas;
que tiveram graves problemas de saúde durante a gestação;
gravemente desnutridas.
3. Crianças:

com má formação congênita (proveniente de problemas gestacionais, algumas vezes produzidos por doenças infecciosas das mães);
com má formação genética;
que nasceram prematuramente (antes de completarem 9 meses de gestação);
nascidas de portadoras de HIV positivo (mães com AIDS), não tratadas.
B – Crianças que morrem entre 28 dias e 1 ano de vida

crianças que sobreviveram aos primeiros 27 dias de vida e morreram posteriormente em conseqüência de doenças (patologias) anteriores;
crianças que sofreram desmame precoce;
crianças que não receberam as vacinas adequadas;
crianças desnutridas (com maior facilidade de apresentar infecções);
crianças com problemas respiratórios;
crianças com doenças diarréicas (adquiridas por infecções transmitidas pela água, lixo ou falta de saneamento básico).
C – Causas mal definidas, violência e acidentes

Atualmente, muitas crianças morrem em decorrência de maus tratos, acidentes domésticos e de trânsito, além de outras violências.

Total de óbitos em menores de um ano, em 1990 e 1995, segundo as principais causas de morte



Causas 1990
1995

Doenças infecciosas e parasitárias
10.824
6.941

Doenças respiratórias
20.775
15.627

Afecções do período perinatal (até 7 dias de vida)
75.092
76.168

Acidentes e violência
1.677
2.318

Sintomas mal definidos
18.488
11.253


Fonte: Fundação Nacional de Saúde/Ministério da Saúde- Sistema de Informação de Mortalidade

O coeficiente de mortalidade infantil nos informa quantas crianças morreram antes de completar um ano (no mesmo tempo, período e local). No entanto, ele representa a média das mortes. Por exemplo: no Brasil, em 1997, de cada mil crianças que nasciam 36,7 morriam antes de completar um ano. Entretanto, estas mortes não se distribuem igualmente pelo nosso país e/ou cidade, haja vista que a presença de condições socioeconômicas críticas, em decorrência da falta de emprego, ausência de saneamento básico, desnutrição e precária assistência à saúde, faz com que o número de mortes aumente proporcionalmente, o que é facilmente percebido pela análise dos indicadores regionais: Norte: 32,6; Nordeste: 48,1; Sudeste: 36,3; Centro-Oeste: 40,3 e Sul: 31,0.

Após a década de 90, como resultado de uma maior atenção à saúde da mãe e da criança, a mortalidade vem caindo como um todo no Brasil, principalmente a de crianças de 28 dias a 1 ano, cujas causas principais são passíveis de redução desde que sejam adotadas medidas de atenção básica de saúde (saneamento, estimulo ao aleitamento materno, vacinação, etc.) e de melhoria das condições socioeconômicas da população. Atualmente, as principais causas são as chamadas afecções perinatais (aquelas que ocorrem nas crianças de até 28 dias de vida ) e a desnutrição.

Por sua vez, o acesso à educação (especialmente para as mães), a melhoria de condições de vida e moradia, os cuidados diários de higiene pessoal e do ambiente em que se vive e o desenvolvimento de programas de educação em saúde - que orientem as comunidades e famílias - são também fatores essenciais para a redução da mortalidade infantil. Ressalte-se que esses programas devem trabalhar com grupos comunitários diversos, no sentido de difundir informações sobre cuidados para a promoção da saúde e prevenção de doenças. Representam apoios importantes para aprimorar o processo de atenção à saúde das crianças, a humanização do atendimento e a melhoria das condições de vida das populações menos favorecidas.

COMO REDUZIR A MORTALIDADE INFANTIL

Atenção à gravidez

A saúde de um bebê sadio está implicitamente ligada às condições de desenvolvimento da gestação e aos cuidados de saúde no seu primeiro ano de vida, principalmente o primeiro mês (período de maior risco de vida), o que permitirá à criança boas condições para enfrentar as incertezas do ambiente extra-útero.

Considerando tal fato, é absolutamente importante que as gestantes façam um bom pré-natal no serviço de saúde mais próximo do seu local de trabalho ou moradia - comparecendo fielmente aos atendimentos, realizando os exames solicitados, tomando os remédios receitados e adotando as orientações educativas, garantindo, assim, o efetivo acompanhamento de sua gravidez.

Atenção adequada ao parto

Um dos mais importantes fatores para a redução da mortalidade perinatal, com significativo impacto na mortalidade infantil, é a disponibilidade de assistência ao parto - segura e humanizada, adequada às condições de vida da mulher e ao seu estado e riscos de gravidez. Ressalte-se que a qualidade dessa assistência não é garantida apenas pela existência de equipamentos especializados em determinado hospital ou maternidade, mas sim pelo número de leitos disponíveis e profissionais realmente capacitados. Além disso, a assistência deve ser realizada de acordo com as alternativas e possibilidades regionais e locais (Casas de Parto, parteiras tradicionais, etc.), sempre visando à melhoria da qualidade.

Aleitamento materno exclusivo

A adoção do aleitamento materno contribui para a redução da mortalidade infantil, quer melhorando o estado nutricional, quer impedindo o surgimento de diarréias – além disso, fornece imunidade e propicia uma troca intensiva de amor entre a mãe e a criança.

Identificação do recém-nascido de risco

Logo após o nascimento, é necessário identificar, de acordo com os seguintes critérios de risco, se a criança apresenta maior probabilidade de morrer, para que receba atenção especial dos serviços de saúde:

Baixo peso ao nascer (menos de 2.500 gramas)
Crianças com má formação congênita
Crianças filhas de mães portadoras de HIV
Crianças resultantes de gravidez indesejada.
Crianças cuja mãe perdeu um filho com menos de 2 anos de vida
Mãe sem companheiro, analfabeta e/ou sem condições de manter a família (ela ou o companheiro desempregados, por exemplo).
Conclusão

Significativo número de mortes podem ser controladas mesmo em comunidades que apresentem precárias condições de desenvolvimento socioeconômico; entretanto, tal fato depende, sempre, de decisão política, organização dos serviços de saúde e da área social e adoção de ações educativas permanentes tanto nas escolas como em grupos comunitários.

Numa outra vertente, as causas relacionadas à mortalidade perinatal requerem unidades de saúde em condições de pleno e adequado atendimento às mulheres durante o período de gestação e no momento do parto.

Em toda a trajetória empreendida contra a mortalidade infantil observa-se não existir apenas um caminho, mas diversos, que, se adotados seriamente, conduzem à sua redução. Nesta luta, o papel das comunidades, das famílias, dos profissionais de saúde, educação e sociais - e especialmente das mães - é condição estratégica de apoio e envolvimento, uma vez que as crianças são parte integrante das famílias e comunidades.

Como exemplos de programas sociais implementados no país, a partir da ação governamental, destacam-se os programas dos Agentes Comunitários de Saúde, inserido no Programa de Saúde da Família (PSF), do Ministério da Saúde, e o Comunidade Solidária, coordenado pela Presidência da República. Existem ainda, entre outros, o Programa de Qualidade Integral de Saúde (QUALIS/PSF), do Governo do Estado de São Paulo, e o Saúde da Família, das prefeituras municipais de Niterói (RJ), Sobral (CE) e Chopinzinho (PR).

Esses programas têm contribuído - e muito - não só para diminuir as taxas de mortalidade infantil como para modificar e organizar o perfil das organizações não-governamentais. Ressalte-se, entre as ações diretamente voltadas à diminuição da mortalidade infantil, o excepcional trabalho desenvolvido pela Pastoral da Criança.

ATIVIDADES SUGERIDAS

I - Antes de assistir ao vídeo

Primeira fase:

O coordenador (professor, educador ou agente de saúde) poderá solicitar a cada participante – no caso, crianças ou adolescentes – que pergunte, em casa, como foi seu primeiro ano de vida, desde o nascimento. Para tanto, algumas questões poderão ser propostas :

Quando nasci, minha mãe fez um parto normal ou uma cesariana?
Que tipos de doença tive antes de completar um ano?
Minha mãe teve algum tipo de complicação durante a gravidez?
Caso os participantes sejam adultos, poderão narrar as experiências próprias de ter filhos, ou contar histórias de amigos e familiares que os tenham.

Cada pessoa deverá apresentar, à turma, as informações obtidas em casa, o que possibilitará uma troca de conhecimentos práticos - sempre com a orientação do coordenador -, já que esta conversa propicia às crianças, pais e toda a família dialogar com naturalidade a respeito de questões relacionadas à saúde, sendo também uma forma de relacionar o conteúdo do vídeo com a vida prática de cada um.

Segunda fase:

O coordenador deverá discutir com os participantes os tipos de cuidados que devem ser adotados com relação às crianças menores de um ano:

O que a mãe deve fazer ao descobrir que está grávida?
Ela deve consultar o médico, pelo menos, quantas vezes durante a gravidez?
Vocês conhecem alguma mulher que está grávida?
Alguém tem um irmãozinho com menos de um ano?
Que tipo de cuidados seus pais tomam com o bebê?
Qual o papel do pai durante a gravidez da mulher?
E os irmãos maiores, como devem tratar a mãe que vai ganhar outro bebê?
Além do parto normal, existe alguma outra forma de nascimento do bebê? Qual a mais segura?
A saúde da mãe influi na saúde da criança que está dentro da barriga?
Como deve ser feita a alimentação da criança nos primeiros seis meses de vida?
Quais os principais cuidados que os pais devem tomar com a criança durante seu primeiro ano de vida?
A partir de perguntas como estas, o coordenador identificará o grau de conhecimento dos participantes sobre os cuidados que devem ser adotados com as mulheres grávidas e os bebês, e as principais dúvidas a respeito do tema. Assistindo ao vídeo, a turma deverá buscar, com o auxílio do coordenador, respostas às suas perguntas, além de novas informações sobre o assunto.

Terceira fase:

Outra alternativa é convidar os participantes a escreverem, no quadro, os cuidados que os pais devem ter desde a descoberta da gravidez até o primeiro ano de vida da criança. Compartilhando suas experiências pessoais com os colegas, os participantes terão maior interesse em assistir ao vídeo e buscar respostas para suas perguntas. Ao relacionar o vídeo com suas próprias vidas, compreenderão melhor a importância das medidas de prevenção e dos cuidados especiais durante a gravidez e o primeiro ano de vida do bebê.

II – Após assistir ao vídeo

Muitas vezes, doenças como a diarréia e a pneumonia causam a morte de crianças com menos de um ano de idade. Visando trabalhar esta questão, poderão ser formuladas as seguintes questões:

Como é possível evitar ou tratar a diarréia?
O que se deve fazer para evitar a desidratação das crianças?
Como se pode descobrir que uma criança está com pneumonia?
O que fazer em caso de dúvida a respeito dessas doenças?.
Que tipos de vacina o bebê deve tomar antes de completar um ano de idade?
Por que a criança deve tomar essas vacinas?
Conclusão

A partir das discussões anteriores, os participantes deverão pensar sobre como podem contribuir para a diminuição da mortalidade infantil nos níveis pessoal, familiar e comunitário.

Como fator de grande importância, o coordenador deverá lembrar à turma que o leite materno é uma alimentação saudável para o bebê, e também uma forma de aprofundar o elo de carinho entre a mãe e a criança. Adicionalmente, deve falar sobre a relevância do acompanhamento pré-natal, com consultas periódicas ao médico, e da alimentação saudável da mãe durante a gravidez – modos simples de garantir que o bebê nasça com saúde.

A saúde é um direito de todos, mas inicia-se com o dever de cada um de cuidar do corpo e buscar uma vida saudável.

No caso dos pais, o dever de cuidar da saúde do bebê começa quando a mulher descobre estar grávida.

Cidadãos conscientes da importância da saúde ajudarão a diminuir as taxas de mortalidade infantil em nosso país, contribuindo, também, para que as crianças sejam mais fortes, saudáveis e felizes.


Fonte:
http://www.aborto.com.br/mortalidade/index.htm

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Alergias.

Os tipos alergenos:
Informações

Entre os alérgenos mais comuns encontram-se os alimentares como: amendoins, leite, ovos, alguns frutos do mar como os crustáceos, glúten, entre outros. Há ainda aqueles presentes em antibióticos (penicilina, tetraciclina), em algumas vacinas, em venenos (de abelha, vespa, cobra), substâncias químicas, etc.

Uma pessoa que tem alergia é exageradamente reativa a uma substância que, geralmente, é bem tolerada pela maior parte das pessoas.

Todas as reações alérgicas provocam algum tipo de dano aos tecidos. Tais reações ocorrem, em sua maior parte, poucos minutos após a exposição a um alérgeno. Por exemplo, um indivíduo com rinite alérgica, terá seu quadro exacerbado ou agravado minutos após ter se exposto a ambientes com acúmulo de poeira, poluição, fungos, etc.

Além das reações imediatas, citadas acima, há também aquelas conhecidas como: Reações de hipersensibilidade tardia. Estas, são assim chamadas, por se manifestarem geralmente de 12 a 72 horas após a exposição a uma alérgeno.

FONTE:http://www.todabiologia.com/saude/reacoes_alergicas.htm

Como evitar os alérgenos da poeira:

A melhor forma de evitar os alérgenos mais comuns é manter os ambientes limpos.As medidas abaixo ajudam a minimizar a quantidade desses alérgenos:

.Usar pano úmido na limpeza de móveis e carpetes.
.Manter os ambientes com uma boa ventilação e, se possível, ensolarados, para evitar o surgimento de bolor(fungos).
.Evitar usar carpetes, tapetes,cortinas grossas e bichos de pelúcia,porque eles acumulam muita poeira.
.Usar capas protetoras de colchões,almofadas e travesseiros que podem ser lavadas regularmente evitando o acúmulo de pó e seus alérgenos.

FONTE:Caderno Anglo(Ciências Página180)

Mantendo a boa saúde:

Para manter boa saúde você prescisa de :
.Não desmatar floresta e matas
.Manter higienes básicas como saneamento básico e coleta de esgoto
.Orientar mães e ensentiva-las para amamentar bebes pelo menos até os 6 meses de vida
.Ter a vacinação em dia
.Ter boa educação

Fonte:Caderno Anglo (Página 188 e 189)

Principais doenças emergentes e reemergentes

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Reemergente e emergentes


Vigilância Epidemiológica

Com a evolução tecnológica na área de saúde, esperava-se que doenças infecciosas transmissíveis, como dengue e hanseníase, tivessem reduzida sua importância como causa de morbidade e mortalidade da população. Gradativamente, agravos de natureza infecciosa seriam substituídos por doenças crônicas não-transmissíveis e causas externas, no cenário epidemiológico, completando a chamada transição epidemiológica. Apesar do Brasil ter experimentado esta mudança no seu perfil de mortalidade, as patologias infecciosas continuaram a representar um importante fator de morbidade, sobretudo, pela emergência e reemergência de doenças. Com o advento da aids no início da década de 80 - doença causada por um vírus novo - associado ao ressurgimento da tuberculose, consolidam-se os conceitos de doença emergente e reemergente.

Em linhas gerais, doenças emergentes são doenças novas, desconhecidas da população. São causadas por vírus ou bactéria nunca antes descritos ou por mutação de um vírus já existente. Também é possível que sejam causadas por um agente que só atingia animais, e que agora afeta também seres humanos. Dentro desse conceito, a Aids aparece como a mais importante doença emergente. Até o início da década de 80, era completamente desconhecida no mundo.

O termo emergente também pode ser utilizado para descrever quando uma doença atinge uma região antes indene, ou seja, onde até então nunca tinha sido detectado caso da moléstia. Um exemplo claro é o da hantavirose. Em 2004 foram notificados 30 casos da doença no Distrito Federal. A hantavirose já tinha sido detectada em outros estados do país, como em São Paulo e Paraná, mas nunca no DF.

Já as doenças reemergentes são aquelas já conhecidas e que foram controladas, mas voltaram a apresentar ameaça para a saúde humana. A dengue entra nesse conceito. Até a reintrodução do Aedes aegipyti no país, em 1967, a dengue chegou a ser considerada erradicada. Porém, depois foi registrada uma série de surtos, o maior deles em 2002, quando foram notificados quase 800 mil casos da doença.

O mais recente conceito, elaborado pelo Instituto de Medicina (EUA), em 2003, define como emergente e reemergente - doença infecciosa clinicamente distinta, que tenha sido recentemente reconhecida, ou uma doença conhecida cuja incidência esteja aumentando em um dado lugar ou entre uma população específica-. Ainda que este conceito tenha traduzido de forma mais precisa que outras definições já utilizadas na saúde, ainda não consegue definir absolutamente. É preciso levar em consideração fatores específicos de cada doença e o local onde ela aparece.

Fonte:http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=28002

terça-feira, 17 de agosto de 2010

A escrita Egípicia

Hieróglifos


No Egito Antigo a escrita mais usada era conhecida como escrita hieroglífica, pois era baseada em hieróglifos. Estes eram desenhos e símbolos que representavam idéias, conceitos e objetos. Os hieróglifos eram juntados, formando textos. Esta escrita era dominada, principalmente, pelos escribas.

Os egípcios escreviam, usando os hieróglifos, no papiro (espécie de papel feito de uma planta de mesmo nome) e também nas paredes de pirâmides, palácios e templos.

Estes hieróglifos são a principal fonte histórica para entendermos a história desta importante civilização antiga. Poucos egiptólogos (estudiosos do Egito Antigo) conseguem decifrar a escrita hieroglífica.

Fonte:http://www.suapesquisa.com/egito/hieroglifos.htm
Escrita Hieróglifa

Definiçao:

No Egito Antigo a escrita mais usada era conhecida como escrita hieroglífica, pois era baseada em hieróglifos. Estes eram desenhos e símbolos que representavam idéias, conceitos e objetos. Os hieróglifos eram juntados, formando textos. Esta escrita era dominada, principalmente, pelos escribas.

Os egípcios escreviam, usando os hieróglifos, no papiro (espécie de papel feito de uma planta de mesmo nome) e também nas paredes de pirâmides, palácios e templos.

Estes hieróglifos são a principal fonte histórica para entendermos a história desta importante civilização antiga. Poucos egiptólogos (estudiosos do Egito Antigo) conseguem decifrar a escrita hieroglífica.

Fonte:http://www.suapesquisa.com/egito/hieroglifos.htm

Uma viagem ao Egito Antigo.

Papiro,túmulos e outros vestígios :




O papiro mais antigo que se conhece foi encontrado em Saqqara, na mastaba de um nobre da I dinastia (2920 a 2770 a.C.), chamado Hemaka, e está em branco. O mais antigo exemplar escrito do qual se tem notícia, datado do final da I dinastia, é formado por fragmentos do livro de contas de um templo de Abusir, escrito em hierático. Na II dinastia (2770 a 2649 a.C.) o papiro já se disseminara como suporte à escrita. Antes disso, entretanto, as fibras de suas raízes ou das hastes eram empregadas para a fabricação ou calafetagem de embarcações, na confecção de pavios de candeeiros a óleo, esteiras, cestos, cordas e cabos resistentes, grossos tecidos, sandálias e outros objetos. Reunidos em feixes, os talos do papiro funcionavam como pilares na arquitetura primitiva. Não é à-toa que as colunas de pedra imitam os feixes de papiro, com capitéis em forma de flores abertas ou fechadas. Além de tudo isso, a parte inferior e carnosa da haste servia como alimento e dela se extraia, também, um suco muito apreciado. Como papel ele foi adotado pelos gregos, romanos, coptas, bizantinos, arameus e árabes. Grande parte da literatura grega e latina chegou até nós em papiros. Ele continuou a ser utilizado até a Idade Média, sendo que uma bula papal datada do ano 1022 da era cristã ainda foi escrita sobre aquele material.

Hoje em dia sabemos que o papel dos egípcios era preparado da seguinte maneira: o caule da planta era cortado em pedaços de tamanho variável de até 48 centímetros. Neles eram feitas incisões para retirar a casca verde e permitir a separação das películas, em quantidade variável entre 10 e 12. Essas lâminas finíssimas, manuseadas com cuidado para não se romperem, eram estendidas em uma tábua inclinada sobre as águas, com a finalidade de serem molhadas constantemente. Sobre uma primeira camada de tiras, dispostas na horizontal, era colocada uma segunda camada de tiras, dispostas no sentido perpendicular. A própria água do Nilo, ao molhar as películas, aliada ao fato de que o material era martelado, ativava a goma natural da planta que, então, unia as tiras. As duas camadas de papiro depois de comprimidas, batidas e polidas com pedra pome, atingiam a maciez necessária para receber a escrita. Ainda que tênues e delicadas, as películas, unidas entre si e sobrepostas, ofereciam bastante resistência. A face melhor do material era aquela que tinha as fibras na direção horizontal. As folhas prontas, que nunca excediam cerca de 48 centímetros de comprimento por, aproximadamente, 43 centímetros de largura, eram coladas umas às outras para formar longas tiras que eram enroladas com a face de fibras horizontais voltadas para dentro. Uma vareta de madeira ou marfim era presa em cada extremidade do rolo de papiro, formando um volume. O papiro mais largo encontrado até hoje pelos arqueólogos é um Livro dos Mortos, conhecido como Papiro Greenfield, e mede 49,5 centímetros de largura. O mais extenso, o assim chamado Grande Papiro Harris, mede 41 metros de comprimento. O papiro em rolo era um dos principais produtos de exportação do Egito antigo e foi, sem sombra de dúvida, um dos maiores legados da época faraônica à civilização.

Fonte:http://www.fascinioegito.sh06.com/papiros.htm

Tumulos egipicios

O túmulo de Tutankhamon foi descoberto no Vale dos Reis por Howard Carter em 1922. O jovem rei morrera aos dezoitos anos de idade e o magnífico mobiliário do túmulo nos diz que provavelmente todos os túmulos de faraós eram igualmente mobiliados. Felizmente os ladrões de túmulos não tiveram êxito com este do jovem faraó da 18.ª Dinastia, e seu sarcófago permaneceu em segurança por mais de três mil anos.

Descreveremos sucintamente a descoberta de Carter. O túmulo estava muito bem fechado na rocha. No centro da câmara mortuária havia quatro santuários ricamente decorados, um dentro do outro. No seu interior havia um enorme sarcófago de quartzita amarela com uma tampa de granito róseo. Deusas guardiãs primorosamente esculpidas postavam-se nos quatro ângulos. Dentro do sarcófago de pedra, que estava coberto de inscrições religiosas, havia diversos ataúdes folheados a ouro. Dentro do terceiro, que era de ouro, estava a múmia de Tutankhamon. Sobre o ataúde havia uma coroa de flores que ainda conservava todo seu colorido. E mais, jóias fantásticas, estátuas, peitorais e amuletos de ouro, contas, espelhos de prata, anéis e colares com pingentes de ouro na forma de flores de lótus.

Entre os muitos móveis luxuosos havia camas, cadeiras, bancos, mesas retiradas do palácio, o maravilhoso trono de ouro de Tutankhamon, vasos de alabastro, cetros, arcos e flechas, leques de plumas de avestruz, um painel que era o retrato do jovem rei e sua rainha com o símbolo de Aton e uma taça e uma lâmpada a óleo, de alabastro. As paredes e os tetos do túmulo eram revestidos de cenas religiosas, pinturas representativas de alguns dos deuses, sendo a mais extraordinária a de Osíris.

As coloridas inscrições apresentam grande beleza. Um elegante barco de alabastro repousava no túmulo, ostentando suas cabeças de íbis na proa e na popa. À meia-nau havia um quiosque delicadamente esculpido, cuja cúpula era sustentada por quatro colunas. O conteúdo do túmulo revela a mestria artística egípcia no seu apogeu. Cada objeto real é uma obra-prima de magnífico acabamento. Os artefatos encontrados nesse túmulo deveriam ser motivo de assunto sobre arte.

O túmulo de Tutankhamon foi descoberto no Vale dos Reis por Howard Carter em 1922. O jovem rei morrera aos dezoitos anos de idade e o magnífico mobiliário do túmulo nos diz que provavelmente todos os túmulos de faraós eram igualmente mobiliados. Felizmente os ladrões de túmulos não tiveram êxito com este do jovem faraó da 18.ª Dinastia, e seu sarcófago permaneceu em segurança por mais de três mil anos.

Descreveremos sucintamente a descoberta de Carter. O túmulo estava muito bem fechado na rocha. No centro da câmara mortuária havia quatro santuários ricamente decorados, um dentro do outro. No seu interior havia um enorme sarcófago de quartzito amarela com uma tampa de granito róseo. Deusas guardiãs primorosamente esculpidas postavam-se nos quatro ângulos. Dentro do sarcófago de pedra, que estava coberto de inscrições religiosas, havia diversos ataúdes folheados a ouro. Dentro do terceiro, que era de ouro, estava a múmia de Tutankhamon. Sobre o ataúde havia uma coroa de flores que ainda conservava todo seu colorido. E mais, jóias fantásticas, estátuas, peitorais e amuletos de ouro, contas, espelhos de prata, anéis e colares com pingentes de ouro na forma de flores de lótus.

Entre os muitos móveis luxuosos havia camas, cadeiras, bancos, mesas retiradas do palácio, o maravilhoso trono de ouro de Tutankhamon, vasos de alabastro, cetros, arcos e flechas, leques de plumas de avestruz, um painel que era o retrato do jovem rei e sua rainha com o símbolo de Aton e uma taça e uma lâmpada a óleo, de alabastro. As paredes e os tetos do túmulo eram revestidos de cenas religiosas, pinturas representativas de alguns dos deuses, sendo a mais extraordinária a de Osíris.

As coloridas inscrições apresentam grande beleza. Um elegante barco de alabastro repousava no túmulo, ostentando suas cabeças de íbis na proa e na popa. À meia-nau havia um quiosque delicadamente esculpido, cuja cúpula era sustentada por quatro colunas. O conteúdo do túmulo revela a mestria artística egípcia no seu apogeu. Cada objeto real é uma obra-prima de magnífico acabamento. Os artefatos encontrados nesse túmulo deveriam ser motivo de assunto sobre arte.

Fonte:http://www.starnews2001.com.br/egypt/pharao.htm



A construção da civilização egípicia

O rio Nilo e a sobrevivência no Egito antigo


Rio do nordeste da Africa extensão é de 6.695Km (5.600Km desde o lago Vitória), sua bacia é de 3.000.000Km2. O rio nasce de um curso de água de Burundi, com o nome de Kagera, e depois se lança no lago Vitória, do qual sai denominado Nilo Vitória, em Uganda. Atravessa o lago Kioga e depois o lago Mobutu, recebendo então o nome de Bahr el-Gebel. Penetra no Sudão e recebe o Bahr el-Ghazal pela margem direita e o Sobat pela margem direita, tomando o nome de Nilo Branco. Em Cartum, conflui com o Nilo Azul (procedente da Etiópia) e depois recebe o Atbara na região das cataratas. Entra então no Egito, o qual atravessa de norte a sul, lançando-se no Mediterrâneo por uma grande delta, que começa no Cairo e avança em duas ramificações: a de Roseta (1.076m3/s) e a de Damieta (500m3/s).

No Egito as cheias do Nilo acontecem entre junho e novembro, chegando ao máximo em setembro. O rio carrega altas quantidades de Aluvião, que abandona por ocasião das vazantes e que fertilizam o leito maior. Suas águas são utilizadas para irrigação desde a antigüidade e seu curso inferior se apresenta como um longo oásis que corta o deserto. Banhando uma série de cidades, ele constitui também uma grande artéria navegável. Grandes obras têm sido realizadas em seu curso (no Egito) com a finalidade de erguer o nível das águas na cabeceira dos canais e de aumentar o débito do rio entre fevereiro e julho. A imensa barragem de Assuã foi a última e a mais importante dessas obras.

O Egito, cujo nome oficial é República Árabe do Egito, faz parte do conjunto de países pobres que compõem o Terceiro Mundo. O país tem um território de 1.001.449Km2 e 45 milhões de habitantes. Quase toda a população professa o islamismo, que é a religião oficial.



"Dádiva do Nilo", segundo a expressão de Heródoto, historiador grego do século V a.c., o Egito Antigo era, na realidade, um extenso oásis com mais de 1.000 quilômetros de comprimento por 10 a 20 de largura. O Nilo era, então, muito mais largo do que é hoje e corria através de uma vasta planície. Ao longo do tempo, a largura do rio foi diminuindo e seu leito ficando cada vez mais profundo. O Vale do Nilo compreendia o Alto Egito, ou Terra do Sul, e o Baixo Egito, ou Terra do Norte. O Baixo Egito ocupava a vasta planície aluvial formada pelo delta.

O "nilômetro" é uma construção de pedra, uma espécie de poço, edificada à margem do rio. No fundo do poço, há uma comunicação direta com o Nilo. Tem diversos pontos na parede do poço junto à escada, os quais permitiam ler a altura atingida pela água. Em função da data e da altura assinaladas, é possível se prever qual será a altura máxima de uma enchente.



Pesquisas recentes desfizeram a crença de que o Nilo é o maior rio do mundo com seus 6.695 Km de extensão, o maior rio do mundo é mesmo o Amazonas com seus 6.868 Km desde que nasce no lago Lauricocha no planalto de La Raya, no Peru até desembocar no oceano Atlântico.


Fonte:http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/civilizacao-egipcia/rio-nilo2.php


Faraó : Deus e Rei supremo

Assim como nós colocamos estátuas de nossos líderes em locais públicos, os antigos egípcios também ergueram imagens de seus reis e divindades em templos, santuários e tumbas. Muitas eram consideradas a incorporação dos deuses e provavelmente tomavam parte nos rituais religiosos. Frequentemente inscritas com hieróglifos, elas nos ajudam a compreender aspectos políticos e da religiosidade daquele povo. Algumas das estátuas dos faraós eram coloridas para imitar a vida e podiam apresentar olhos de cristal de rocha embutidos nas órbitas.
Quase sempre – ensina Edward McNall Burns – as figuras apresentam-se rígidas, com os braços cruzados sobre o peito ou estendidos aos lados do corpo, os olhos fitos em frente. Os semblantes mostram-se, em geral, impassíveis, não traindo qualquer emoção. Praticavam-se frequentemente, distorções anatômicas: o comprimento das coxas precisava ser aumentado, acentuadas as linhas retas dos ombros, ou então faziam-se todos os dedos das mãos de igual comprimento. Embora tais características fossem predominantes, às vezes eram desafiadas por artistas mais ousados que produziam, então, uma obra de maior destaque.

Que significado teriam para os egípcios a monumentalidade de suas estátuas e a deformidade que a elas imprimiam? O autor citado é quem nos explica: Sem dúvida, o tamanho colossal das estátuas dos faraós pretendia simbolizar sua força e a do estado que representavam. É significativo ter aumentado o tamanho dessas estátuas à medida que o império se expandia e que o governo se tornava mais absoluto. As convenções de rigidez e impassibilidade que dominavam as estátuas dos soberanos pretendiam expressar uma vida nacional estável e imune ao tempo. Ali estava uma nação que, de acordo com o ideal, não era abalada em seus fundamentos pelas mudanças incertas da sorte, mas permanecia firme e imperturbável. Os retratos de seus chefes, consequentemente, não podiam demonstrar ansiedade, medo ou triunfo, mas uma calma imperturbável através dos tempos. Do mesmo modo, a deformação anatômica pode ser interpretada como uma tentativa deliberada para exprimir algum ideal nacional. Certamente não há razão para se acreditar que fosse praticada por ignorância das leis de proporção ou por incapacidade de copiar as formas naturais. Muito possivelmente pretendiam negar a mortalidade. Julgava-se talvez que a existência eterna do povo dependia de serem seus líderes investidos de atributos que negassem sua morte como seres humanos comuns. O mais eloquente artifício adotado com esse fim era a representação do corpo do faraó com uma cabeça de deus, mas outros exemplos de retratos idealísticos tinham provavelmente o mesmo objetivo.

A função criadora que o rei exercia em virtude de seus encargos divinos e como sacerdote supremo precisava ser expressa na matéria e ser afirmada exteriormente aos olhos de todos. Nos retratos reais do Império Antigo (c. 2575 a 2134 a.C.), a natureza individual do rei-deus, de essência mortal, era relegada diante da pretensa eternidade do seu cargo. O que se desejava representar não era um ser humano enquanto rei, mas um deus enquanto rei, idealizado em uma juventude eterna. A idenfiticação do faraó com o divino era reivindicada mesmo após sua morte, quando o rei defunto, assimilado ao deus Osíris, passava a fazer parte do ciclo da renovação da realeza. Tais pretensões de continuar exercendo autoridade no além estavam firmemente inscritas nas estátuas reais dos templos funerários. As pirâmides e os túmulos monumentais dos antigos soberanos tinham como centro de culto suas imagens funerárias, despojadas de todos os caracteres efêmeros.

Mas a forma de representação que era tradicional no Império Antigo, durante o qual o componente humano do monarca deveria se anular diante da instituição que ele representava, acabou sendo ultrapassada no Império Médio (c. 2040 a 1640 a.C.). Nesse último período, a tomada de consciência da precariedade da existência humana, à qual o rei também estava sujeito, aumenta gradativamente e surge a necessidade de transpor figurativamente essa descoberta para todas as formas de representação na estatuária.

Em contrapartida, as estátuas reais dos santuários do Império Novo (c. 1550 a 1070 a.C.), erigidas em um cenário religioso renovado e destinadas a servir de propaganda, trazem de volta imagens idealizadas de uma realeza atemporal. A representação dos soberanos nessa época foi influenciada pela consciência de que o império egípcio excedia em muito suas fronteiras. Finalmente, os raméssidas erigiram por todo o país estátuas reais monumentais, como elementos propagandísticos da monarquia. Assim, aquilo que no Império Antigo eram imagens atemporais da instituição divina encarnada pelo rei também divino, tornou-se a expressão insuflada até o monumental das aspirações pessoais de poder, as quais reivindicavam a divinização atravé dos próprios retratos colossais.

A figura acima mostra estátuas de Ramsés II
na fachada do templo de Abu Simbel.

Fonte:http://www.fascinioegito.sh06.com/estatuas.htm

Será que o Faraó fazia tudo sozinho?

O Faraó não fazia tudo sozinho.Ele tinha diversos ajudadantes como:

.Vizir-supervisionava s grandes obras do Egito e auxiliava o Faraó na administração do Império,dando-lhe conselhos e executando suas ordens.

.Sacerdotes-gardavam os segredos da ciencia e aconselhava o Faró em assuntos sagrados.Eles organizavam os cultos religiosos.

.Militares-defendiam a sociedade contra invasores,mantinham a discilplina no reino e reprimiam as pessoas que desobedeciam as ordens do Faraó.

.Escribas-eram considerados os sábios do Egito,porque gardavam o segredo da escrita.isso lhes permitia registrar dados sobre as colheitas,osimpostos e a contagem da população.Por isso eram considerados "os olhos do rei".

Fonte:Caderno Anglo(página 108-109)História.

Uma viagem ao Egito Antigo.

O mito de Osíris




Osíris, o filho mais velho de Geb e Nut e deus do mundo subterrâneo, da ressurreição e da vida eterna foi uma vez o rei do Egito. Ísis, sua irmã, era sua esposa e rainha. A Terra floresceu sob o reu reinado e o céu e todas as estrelas o obedeciam. No entanto seu governo foi interrompido por um ato de extrema violência. Osíris foi atacado por seu irmão Seth enquanto dormia sob uma árvore às margens do Nilo e o assassinou.

Seth cortou o corpo do irmão em diversos pedaços e os espalhou pelas terras mais distantes para que ele jamais fosse encontrado. Mas Seth não conseguiria destruir o amor e encanto de Ísis, a consorte de Osíris. Ela percorreu todo o Nilo a fim de encontrar cada parte do corpo de seu marido. Quando as encontrou e as juntou novamente, deu fôlego a Osíris para que pudessem desfrutar de seu amor mais uma vez.

O Egito da Antigüidade dividia-se em duas terras: o Alto Egito, que corresponde ao sul do país, e Baixo Egito, a região do Delta do Nilo. Em cada porção o povo vivia de um modo distinto, até porque o clima entre norte e sul era diferente. Portanto, o tipo de produtos cultivados também diferia.

Ao logo da história egípcia, porém, o povo sempre falou a mesma língua, compar- tilhou uma mesma visão do mundo, uma mesma estrutura institucional, entre outras coisas. Eles cultivavam a idéia de superioridade perante outros povos e lutavam para manter seus costumes e valores.

A melhor explicação para a importância do rio Nilo para os egípcios está escrita no hino, desenvolvido por eles ainda na Antigüidade e também na célebre frase do filósofo e historiador grego Heródoto.

Fonte:http://amora.cap.ufrgs.br/2000/projetos/proj2/egito/piramede.htm

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Doenças Urbanas

Cancêr


Introdução

A palavra câncer tem origem no latim, cujo significado é caranguejo. Tem esse nome, pois as células doentes atacam e se infiltram nas células sadias como se fossem os tentáculos de um caranguejo.

Esta doença tem um período de evolução duradouro, podendo, muitas vezes, levar anos para evoluir até ser descoberta. Atualmente, foram identificados mais de cem tipos desta doença, sendo que a maioria tem cura (benignos), desde que identificados num estágio inicial e tratados de forma correta.

Como os tumores nascem

Os tumores aparecem no organismo quando as células começam a crescer de uma forma descontrolada, em função de um problema nos genes. A causa dessa mutação pode ter três origens : genes que provocam alterações na seqüência do DNA; radiações que quebram os cromossomos e alguns vírus que introduzem nas células DNAs estranhos. Na maioria das situações, as células sadias do organismo impedem que estes DNAs passem adiante as informações.

O tumor desenvolve um conjunto de rede de vasos sanguíneo para se manter. Através da corrente sanguínea ou linfática, as células malignas chegam em outros órgãos, desenvolvendo a doença nestas regiões. Esse processo de irradiação da doença é conhecido como metástase.

Esta doença é tão perigosa, pois possui capacidade eficiente de reprodução dentro das células e também porque se reproduz e coloniza facilmente áreas reservadas a outras células.

Principais causas

Existem vários fatores que favorecem o desenvolvimento do câncer. Podemos citar como principais : predisposição genética (casos na família), hábitos alimentares, estilo de vida e condições ambientais. Todos estes fatores aumentam o risco de uma pessoa desenvolver a doença.

Cãncer nos pulmões, na boca e na laringe são as principais doenças causadas pelo cigarro. Bebida alcoólica em excesso pode provocar, com o tempo, o aparecimento de câncer na boca. Sol em excesso pode afetar as células e cresce o risco do desenvolvimento desta doença na pele. O câncer de mama tem origens nos distúrbios hormonais e é mais comum nas mulheres. A leucemia (câncer no sangue) é desencadeado pela exposição à radiações.

Determinadas infecções podem desencadear o surgimento de tumores no estômago e no fígado. A vida estressante, a alimentação inadequada (rica em gorduras, conservantes e pobre em fibras) também estão relacionados a alguns tipos de câncer.

Tratamento

O melhor tratamento ainda é aquele que visa evitar o surgimento da doença. Para tanto, os especialistas aconselham as pessoas a ter uma vida saudável: alimentação natural e rica em fibras, evitar o fumo e o álcool, ter uma vida tranqüila, fugindo do estresse, usar protetores ou bloqueadores solares e fazer exames de rotina para detectar o início da doença.

Atualmente, a medicina dispõe da radioterapia e de cirurgias para combater a doença. Quando se faz necessário a retirada do tumor, a cirurgia é o procedimento mais adequado. Já a radiação é utilizada para matar as células cancerígenas. Porém, este segundo procedimento tem efeitos colaterais como, por exemplo, queimaduras na pele provocada pela passagem da radiação.

A quimioterapia é um procedimento que visa, através da administração de drogas, impedir a reprodução das células cancerígenas, levando-as à morte. Esse procedimento também tem efeitos colaterais como, por exemplo, a queda de cabelos.

Nos casos de câncer de mama e de próstata é usada a hormonoterapia, pois estes tipos de tumores são sensíveis à ação de determinados hormônios.

Fonte:http://www.suapesquisa.com/cancer/


Hipertenção

A hipertensão é uma doença comum, que atinge cerca de 15 a 205 da população brasileira. Muitas pessoas nem sabem que tem pressão alta, pois, o organismo acostuma-se com os níveis elevados, que, contudo, vão comprometendo um silêncio órgãos como o coração, rins, cérebro e olhos. Mas, dá para evitar esse quadro e até prevenir o aparecimento da hipertensão.



O QUE É A HIPERTENSÃO ARTERIAL?

Trata-se da pressão exercida pelo coração sobre as artérias, que pode ser medida por dois valores; máximo (pressão sistólica), que diz respeito à pressão que o coração faz para bombear o sangue em direção aos outros órgãos e o mínimo (pressão distólica) que se refere à acomodação do sangue nos valos sanguíneos.



QUAIS SÃO OS ÍNDICES NORMAIS DA PRESSÃO?

Para adultos, a Organização Mundial da Saúde aceita como normal uma pressão máxima de até 140 e uma pressão mínima de até 90 mmHg (14 por 9). Entretanto, tem havido uma tendência à redução desses níveis por conta da dificuldade em demarcar os limites entre os valores normais e a alterações que indicam hipertensão.



O QUE É HIPERTENSÃO?

É uma doença de múltiplas causas, caracterizada pelo aumento mantido dos valores da pressão arterial. Valores de 14 por 9, mesmo que a pessoa esteja calma e em repouso, já podem ser considerados anormais.



O QUE ACONTECE NO ORGANISMO DE UM HIPERTENSO?

Suas artérias ficam apertadas e dificultam a passagem do sangue, razão pela qual o coração precisa exercer uma pressão maior para bombeá-lo.



QUAIS SÃO OS SINTOMAS?

A maioria das pessoas que tem hipertensão não apresenta sintomas. Quando presente, porém, podem manifestar-se como dor de cabeça, sangramento nasal, tonturas e zumbidos no ouvido. Outros como palpitação, dor no peito, falta de ar, inchaço, alterações visuais, perda de memória e de equilíbrio, palidez, problemas urinários e dores nas pernas demonstram que os órgãos alvo da doença podem estar comprometidos. Nestes casos, convém procurar um médico imediatamente.



QUAIS SÃO AS CAUSAS DA DOENÇA?

Em 90 a 905 dos casos não há uma causa conhecida para a hipertensão. Mas, eventualmente, problemas endócrinos e renais, gravidez, uso freqüente de alguns medicamentos (anticoncepcionais, descongestionantes nasais, antidepressivos, corticóides e moderadores de apetite) de cocaína, bem como doenças neurológicas, podem ser causas de hipertensão arterial.



COMO A HIPERTENSÃO PODE SER DIAGNOSTICADA?

O diagnóstico é baseado na medida da pressão arterial com um aparelho próprio, usado em hospitais, ambulatórios e consultórios. Embora simples, a medida isolada da pressão sofre influência de vários fatores. Por conta disso, hoje a medicina utiliza outros recursos adicionais para diagnosticar a hipertensão.



QUE RECURSOS SÃO ESSES?

Um deles é o teste ergométrico, que mede a pressão do indivíduo durante o esforço físico e pode evidenciar se ele possui risco de desenvolver hipertensão. Outro é a monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA), que registra a pressão do paciente 24 horas, ao longo de suas atividades diárias e do sono, fornecendo dados relevantes para o médico. Mas nenhum desses recursos substitui a avaliação clínica do paciente e a medida da pressão arterial em consultório.



POR QUE É IMPORTANTE CONTROLAR A HIPERTENSÃO?

Porque a expectativa de vida de uma pessoa com hipertensão é 40% menor que a de um indivíduo sadio, ao longo dos anos. O fato é que, ao esforçar-se para bombear o sangue, o coração do hipertenso fica vulnerável à insuficiência cardíaca. Além disso, devido ao aumento da pressão, vai desgastando os vasos, que podem romper-se e causar o derrame cerebral. Esse desgaste ainda facilita o acúmulo de placas de gordura nas artérias, predispondo o indivíduo ao infarto. Outra conseqüência grave é o comprometimento do sistema de filtração dos rins.



QUAL É O TRATAMENTO?

Para alguns, uma dieta com pouco sal e sem gordura, além da mudança de3 hábitos de vida 9deixar de fumar, ingerir menos álcool, fazer exercícios e emagrecer) são suficientes par manter a pressão controlada. Outros, porém, necessitam de medicamentos. Mas só o médico pode estabelecer o tipo de hipertensão, avaliar o estado dos órgãos alvo da doença e prescrever o tratamento indicado.



COMO É POSSÍVEL PREVENIR A HIPERTENSÃO?

Levar uma vida saudável, manter o peso ideal, não ingerir bebidas alcoólicas, fazer exercícios, não fumar e adotar uma dieta balanceada, com consumo moderado de sal são atitudes preventivas. Também é recomendável que toda pessoa com mais de 40 anos faça medidas periódicas de pressão – sobretudo quem tem histórico de pressão alta na família – sempre sob orientação médica.



QUALQUER ELEVAÇÃO DE PRESSÃO JÁ É SINAL DE SIPERTENSÃO?

Não. A pressão varia nas 24 horas do dia e segue um ritmo próprio, influenciada pelo estado psicológico da pessoa, hábitos e atividades cotidianas. Portanto, pode subir momentaneamente, mas depois voltar ao normal. Para ser rotulado como hipertenso, o paciente deve apresentar níveis de pressão acima dos limites da normalidade, obtidos em medias consecutivas, em duas ou mais visitas ao médico.

Fonte: Centro de Medicina Diagnóstica Fleury

Acidente Vascular Cerebral
(AVC)
Derrame é o nome popular desssa hemorragia que,quando se da no cerebro (derrame cerebral),pode ter consequencias graves.Ocorre mais frequentimente em pessoas hipertensas.


Infarto

O termo dos médicos para ataque do coração é Infarto do Miocárdio. Enfarte do miocárdio, doença isquêmica do coração, obstrução das coronárias, crise cardíaca. No nosso meio, o termo mais usado é infarto.

O que é?

O infarto do miocárdio se dá quando o suprimento de sangue a uma parte do músculo cardíaco é reduzido ou cortado totalmente. Isso acontece quando uma artéria coronária está contraída ou obstruída, parcial ou totalmente.

Com a supressão total ou parcial da oferta de sangue ao músculo cardíaco, ele sofre uma injúria irreversível e, parando de funcionar, o que pode levar à morte súbita, morte tardia ou insuficiência cardíaca com conseqüências desde severas limitações da atividade física até a completa recuperação.

Obesidade


Excesso de peso corporal, aumento do peso corporal; aumento de gordura, gordura.

O que é?

Denomina-se obesidade uma enfermidade caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, associada a problemas de saúde, ou seja, que traz prejuízos à saúde do indivíduo.

Como se desenvolve ou se adquire?

Nas diversas etapas do seu desenvolvimento, o organismo humano é o resultado de diferentes interações entre o seu patrimônio genético (herdado de seus pais e familiares), o ambiente sócioeconômico, cultural e educativo e o seu ambiente individual e familiar. Assim, uma determinada pessoa apresenta diversas características peculiares que a distinguem, especialmente em sua saúde e nutrição.

A obesidade é o resultado de diversas dessas interações, nas quais chamam a atenção os aspectos genéticos, ambientais e comportamentais. Assim, filhos com ambos os pais obesos apresentam alto risco de obesidade, bem como determinadas mudanças sociais estimulam o aumento de peso em todo um grupo de pessoas. Recentemente, vem se acrescentando uma série de conhecimentos científicos referentes aos diversos mecanismos pelos quais se ganha peso, demonstrando cada vez mais que essa situação se associa, na maioria das vezes, com diversos fatores.

Independente da importância dessas diversas causas, o ganho de peso está sempre associado a um aumento da ingesta alimentar e a uma redução do gasto energético correspondente a essa ingesta. O aumento da ingesta pode ser decorrente da quantidade de alimentos ingeridos ou de modificações de sua qualidade, resultando numa ingesta calórica total aumentada. O gasto energético, por sua vez, pode estar associado a características genéticas ou ser dependente de uma série de fatores clínicos e endócrinos, incluindo doenças nas quais a obesidade é decorrente de distúrbios hormonais.

O que se sente?

O excesso de gordura corporal não provoca sinais e sintomas diretos, salvo quando atinge valores extremos. Independente da severidade, o paciente apresenta importantes limitações estéticas, acentuadas pelo padrão atual de beleza, que exige um peso corporal até menor do que o aceitável como normal.

Pacientes obesos apresentam limitações de movimento, tendem a ser contaminados com fungos e outras infecções de pele em suas dobras de gordura, com diversas complicações, podendo ser algumas vezes graves. Além disso, sobrecarregam sua coluna e membros inferiores, apresentando a longo prazo degenerações (artroses) de articulações da coluna, quadril, joelhos e tornozelos, além de doença varicosa superficial e profunda (varizes) com úlceras de repetição e erisipela.

FONTE:http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?303

Compostagem

COMPOSTAGEM



FONTE;http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.amparo.sp.gov.br/noticias/agencia/2005/maio/imagens/200505_compostagem.jpg&imgrefurl=http://www.amparo.sp.gov.br/noticias/agencia/2005/maio/200505_compostagem.htm&usg=__Xi8ES9jnfZ7NKVceuu7lppc1QCM=&h=300&w=400&sz=55&hl=pt-BR&start=0&sig2=b2-1UUfEki511HKMrE-tGA&tbnid=XTpCeWJr746TpM:&tbnh=140&tbnw=173&ei=zD1hTKvrKoH98AaB-byMCQ&prev=/images%3Fq%3Dcompostagem%26um%3D1%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26rlz%3D1R2SUNC_pt-BRBR381%26biw%3D875%26bih%3D470%26tbs%3Disch:10%2C3&um=1&itbs=1&iact=hc&vpx=626&vpy=125&dur=1593&hovh=167&hovw=223&tx=139&ty=132&oei=zD1hTKvrKoH98AaB-byMCQ&esq=1&page=1&ndsp=8&ved=1t:429,r:3,s:0&biw=875&bih=470

sábado, 7 de agosto de 2010

Mitos africanos
Berberes


Os berberes (apelidam-se de Imazighen, ou seja, "homens livres", singular Amazigh) são um conjunto de povos do Norte de África que falam línguas berberes, da família de línguas afro-asiáticas. Estima-se que existam entre 38 e 45 milhões de pessoas que falam estas línguas, principalmente em Marrocos e Argélia, mas também fazendo parte deste grupo os tuaregues, predominantemente nómadas do Sahara.

A palavra berbere, emprestado pelo português do árabe, e por esse último do latim, perdeu muito cedo de seu sentido, primeiro de "estrangeiro à civilização greco-romana".

Hoje designa um grupo linguístico norte-africano: os falantes do berbere, conjunto de tribos que falavam ou falam o ainda dialectos com base comum, a "língua" berbere. No uso corrente, que segue a tradição árabe, chama-se berbere o conjunto de populações do Magrebe. No entanto, o uso se tornou erróneo, já que fala de raça berbere. Na verdade não existe uma raça berbere, os falantes do berbere apresentam etnias bem diversas. A observação mais superficial permite diferenciar um kabyle, um mzabita e um targui.

As primeiras influências historicamente atestadas foram as dos fenícios e por intermédio desses, os gregos: elas não parecem ter marcado profundamente os berberes. A longa dominação romana, e depois a bizantina não foram muito mais eficazes. Elas nunca conseguiram dominar completamente todas as populações berberes e as tribos submissas se rebelavam frequentemente.

A civilização romana assimilou e cristianizou uma parcela ínfima dos magrebinos: mesmo os convertidos recorriam aos cismas para afirmar a sua independência. A língua berbere representa, na África do Norte e até no Sahara, a única ligação de uma comunidade de dezenas de milhões de pessoas. Porém é uma comunidade que não se comunica, pois os grupos estão dispersos em imensos territórios. Sempre minoritária, a língua berbere não é considerada oficial em nenhum Estado. Apesar de algumas tentativas limitadas, nunca atingiu o status de língua escrita.

A conquista árabe e a conversão dos berberes ao islamismo determinaram duramente seu destino histórico. Essa conversão se estabeleceu completamente somente no século XII. O espírito de independência e a tendência ao puritanismo cultural geralmente reconhecidos nos berberes explicam por que eles foram contra a dominação árabe e a ortodoxia islâmica, mas isso não impediu a islamização e nem a arabização desses povos.

A primeira classificação das tribos berberes, válida para a segunda metade do século XIV, foi fornecida pelo historiador árabe Ibn Khaldun. A leste se situavam os Lowata de Cyrénaïque, de Tripolitaine, do Djérid e da Aurès, a oeste, os Branès e os Zenata. Estes últimos, grandes nómadas conquistadores que chegaram na África do Norte no fim do período bizantino, foram os primeiros a serem arabizados. Os Branès, aqueles que se designavam Imazighen (homens livres), seriam os berberes mais antigos. Dentro deles estavam os Masmouda, sedentários do Médio e Grande Atlas, e os Sanhaja (Iznagan), divididos em sedentários (Qotama da Kabilia, Ghomara do Rif) e grandes nómadas do Sahara Ocidental (Lemta, Lemtouna, Gouzoula).

Essa situação e essa nomenclatura não duraria por muito tempo. A imigração árabe e as invasões hilalianas reforçaram, ao menos nas regiões abertas, a arabização das tribos berberes cuja maioria renunciaria a seu nome antigo para se juntar a um clã árabe com mais prestígio. Outras tribos, no entanto, geralmente que habitavam as montanhas, como as tribos da Aurès e da Grande Kabilia, do Rif e do Atlas, apesar de serem muçulmanos e várias vezes islamizados pelos marabutos, conservavam sua língua e seus costumes.

É sobretudo na observação desses costumes que foi revelada a originalidade berbere. Esta se manifesta essencialmente pela existência de um direito costumeiro e de uma organização judiciária não atreladas à religião. As duas características desse direito berbere eram a promessa colectiva como prova e a utilização de regras e de penalidades conhecidas sob o nome de Iqanun.

Quanto à justiça, ela era julgada pelos juízes-árbitros e pelas assembleias das vilas. No entanto o costume berbere não era um direito completamente laico e não entrava em conflito com as leis religiosas. A organização social era regida pelos laços de sangue, reais ou fictícios, pela prática de trabalhos colectivos, e pelo uso de celeiros colectivos; o que se encontra tanto entre os berberes quanto entre os árabes. Politicamente os berberes são formados pelas várias uniões dos Estados independentes (reinos de Tahert, de Tlemcen, reino de Kairouan, reino de Fés...), e de grandes impérios, como o almorávida e o almóada. Eles possuem vários tipos de organização: aristocrática, teocrática, monárquica, além da democrática dos jama'a'qui (na verdade, segundo alguns autores, as assembleias designadas pelos clãs representavam na realidade uma oligarquia dos antigos, governando ao nome da tradição).

Apesar de que possa se falar de uma civilização berbere, esta parece pouco original. A moderada literatura berbere, puramente oral, consiste em fábulas orais, contos e cantos tradicionais ou improvisados; ela é feita sobretudo de empréstimos do Oriente árabe, à excepção de alguns poemas e cantos guerreiros.

Na área artística, as formas geométricas se encontram na cerâmica, na bijutaria, na escultura em madeira e na tapeçaria.

Os Berberes ainda hoje têm muito orgulho na sua proveniência.




Sonikes

Os soninkés habitavam a região ao sul do deserto do Saara. Este povo estava organizado em tribos que constituíam um grande império. Este império era comandado por reis conhecidos como caia-maga.Viviam da criação de animais, da agricultura e da pesca. Habitavam uma região com grandes reservas de ouro. Extraíam o ouro para trocar por outros produtos com os povos do deserto (bérberes). A região de Gana, tornou-se com o tempo, uma área de intenso comércio.Os habitantes do império deviam pagar impostos para a nobreza, que era formada pelo caia-maga, seus parentes e amigos. Um exército poderoso fazia a proteção das terras e do comércio que era praticado na região. Além de pagar impostos, as aldeias deviam contribuir com soldados e lavradores, que trabalhavam nas terras da nobreza.



Bantos

[...] Existem [...] dois factores que condicionam o núcleo banto nesta área imensa. um deles foi a força numérica e cultural dos povos que habitavam já os territórios para onde os Bantos se deslocavam. Em segundo lugar, temos o factor de ordem geográfica: os Bantos não estavam nada interessados em colonizar terras onde a agricultura não assegurava a subsistência, o que era corrente, em virtude de um índice de pluviosidade anual inadequado ou insuficiente.

Na maior parte da imensa área para onde os Bantos se deslocavam, os habitantes seriam provavelmente falantes da língua khoisan, cujos sobreviventes são os Khoikhoi (ou «Hotentotes») de pequena estatura e pele amarelada e os bosquímanos Sano A distinção entre ambos situa-se basicamente ao nível cultural.


FONTE:http://africadoanglo.blogspot.com/2007/08/africa-os-soninks-e-o-imprio-de-gana.html
http://www.sandtrip.com/index_files/HabitosCostumesBerberes.htm

terça-feira, 3 de agosto de 2010

as diversas organisações sociais Áfricanas:aldeias,reinos,vilas e impérios.

África: cultura material e arte africana

As artes plásticas da África que vemos nos livros e coleções são produtos desenvolvidos ao longo de séculos. Sejam esculpidos, fundidos, modelados, pintados, trançados ou tecidos, os objetos da África nos mostram a diversidade de técnicas artísticas que eram usadas nesse continente imenso, e nos dão a dimensão da quantidade de estilos criados pelos povos africanos.

Tais estilos são a marca da origem dos objetos, isto é, cada estilo ou grupo de estilos corresponde a um produtor (sociedade, ateliê, artista) e localidade (região, reino, aldeia). Mesmo assim, devemos lembrar que os grupos sociais não podem ser considerados no seu isolamento, e, portanto, é natural que a estética de cada sociedade africana compreenda elementos de contato. Além disso, cada objeto é apenas uma parte da manifestação estética a que pertence, constituída por um conjunto de atitudes (gestos, palavras), danças e músicas. Isso pode determinar as diferenças entre a arte de um grupo e de outro, tendo-se em vista também o lugar e a época ou período em que o objeto estético-artístico era visto ou usado, de acordo com a sua função.

Portanto, a primeira coisa a reter é que, na África, cada estátua, cada máscara, tinha uma função estabelecida, e não eram expostas em vitrines, nem em conjunto, nem separadamente, como vemos dos museus. Outra coisa deve ser lembrada: a arte africana é um termo criado por estrangeiros na interpretação da cultura material estética dos povos africanos tradicionais, diferente das artes plásticas da África contemporânea que se integram, como as nossas, brasileiras e atuais, no circuito internacional das exposições.

Se hoje ainda há uma produção similar aos objetos tradicionais, ela deve-se no maior das vezes às demandas de um mercado turístico, motivado pela curiosidade e exotismo.

Com referência aos objetos muito semelhantes aos tradicionais ainda em uso em rituais religiosos ou festas populares há, assim como no Brasil, na África atual, uma cultura material, que, apesar de sua qualidade estética, é considerada, também pelos africanos de hoje, "religiosa" ou "popular" nos moldes ocidentais, onde o antigo e moderno são historicamente discerníveis. Isso não quer dizer, no entanto, que, através de conteúdos e símbolos, a arte africana atual não esteja impregnada do tradicional, ainda que se manifestando em novas formas. Ao contrário, as especificidades da estética tradicional africana é visível também, nos dias atuais, nas produções artísticas dos países de fora da África, principalmente daqueles, como o Brasil, cuja população e cultura foram formadas por grandes contingentes africanos.

Mas aqui, neste texto, estaremos tratando sempre dessas produções realizadas pelos africanos antes da ruptura entre tradição e modernidade. Daqui para frente, devemos relativizar o uso do tempo verbal, e lembrar que a expressão arte africana é, queiramos ou não, um reducionismo inventado por estrangeiros, mas que está cristalizada entre nós, relativa a toda produção material estética da África produzida antes e durante a colonização, até meados do século XX, trazida à Europa por viajantes, missionários e administradores coloniais.

Não seria difícil encontrarmos nessa arte africana alguns elementos de aproximação com os de correntes da arte ocidental, do naturalismo ao abstracionismo. Mas esse tipo de comparação não é capaz de nos desvendar o verdadeiro sentido da arte africana tradicional, porque esta não foi feita para ser realista ou cubista, isto é, ela não era um exercício de reflexão sobre a forma, ou sobre a matéria, como nas artes plásticas entre nós. Apesar disso, podemos identificar na arte africana os elementos que permitiram a artistas, como Picasso, a revolucionar a arte ocidental.

O cubismo, portanto, é uma invenção intelectual dos europeus, que nada tem a ver com a intenção dos africanos: enquanto no cubismo a representação do objeto se dá de diversos pontos de vista, em diversas de suas dimensões formais ao mesmo tempo, a estética africana busca, ao contrário, uma síntese do objeto ou do tema construído materialmente, plena de objetivo, inspiração e conteúdo.

Uma estátua não representa, normalmente, um Homem, mas um Ser Humano integral, que tem uma parte física e espiritual - do passado e do futuro. Tem, por isso, um lado sagrado, ligado às forças da Natureza e do Universo. Uma máscara ou uma estátua concentram forças inerentes do próprio material de que são constituídas, ou que comportam em seu interior ou superfície, além de sua própria força estética. Elas não têm, portanto, uma função meramente formal.

Ainda assim, podemos observar que algumas produções são mais realistas ou mais geométricas. O realismo ocorre com frequência nas estátuas, talvez por seu caráter representativo (de uma figura humana, da imagem onírica de um antepassado), enquanto que o geometrismo aparece muito nas máscaras, principalmente naquelas que representam espíritos e seres sobrenaturais, melhor dizendo, o desconhecido (mas existente no plano consciente e inconsciente). Mesmo assim, nada disso permite dizer ou não é isso que determina haver uma linha divisória clara entre uma forma e outra, ou um estilo e outro.

Mas podemos distinguir uma arte produzida na África ocidental e a produzida na África central. E dentro dessas grandes áreas geográficas, podemos distinguir estilos seja pelos detalhes, seja pelo tema ou tipo do objeto produzido. Por exemplo, as produções artísticas dos Dogon e Bambara são muito distintas embora situadas, por alguns autores, dentro de uma mesma faixa estilística (chamada de "sudanesa"), já que elas apresentam uma certa continuidade formal ou temática, além do fato de que tais sociedades ocupam territórios contíguos permeados por identidades históricas, geográficas e ambientais. No entanto, as portas de celeiro são renomadas entre os Dogon e o tema do antílope é mais reconhecido, embora não exclusivo, na arte Bambara (FIG 5).


Esse tipo de objeto (porta de celeiro) e esse tema (antílope) celebram a arte dos Dogon e dos Bambara respectivamente não apenas porque foram encontrados em abundância entre eles, mas também porque são considerados por esses povos como signos específicos de sua cultura em circunstâncias dadas na sua tradição oral.

É oportuno lembrar que a distinção entre os estilos só pode ser determinada por uma série de estudos interdisciplinares que apoiam a análise morfo-estilística. Entre essas disciplinas estão a arqueologia e etno-história, que, apesar de suas especificidades, estão intimamente ligadas à etnografia e à Antropologia.

Os procedimentos técnicos e a matéria-prima usados na produção material podem "falar" muito sobre o estilo, assim como sobre o meio ambiente em que determinadas sociedades vivem. A madeira era muito usad-a nas regiões de floresta. É por isso que a estatuária africana está concentrada na chamada África ocidental e na África central, regiões onde predominava a floresta equatorial e tropical, e onde se conservam apenas partes dela hoje em dia.

O uso do metal, embora tenha sido corrente em todo o continente, caracterizou as produções artísticas da savana, onde floresceram grandes reinos, tanto na África ocidental quanto na central, onde a arte era fundamentalmente ligada à organização social e política, a serviço de mandatários, através de ateliês oficiais - caso da chamada "arte de côrte" de Ifé e Benin (já ilustrada acima) ou da escultura da associação Ogboni fieta pelo sofisticado processo de fundição pela cera perdida (FIG

Ilustração das etapas da fundição de um par de "edan" pela técnica da cera perdida, arte ogboni/ioruba, Nigéria, acervo MAE-USP.

Junto a essas produções de metal devemos mencionar a escultura em marfim, renomada não apenas entre povos do Golfo da Guiné e do Benin (como os ioruba) mas também entre os da embocadura do Rio Congo (como os Bakongo), que desde o século XV era requerida pelos "gabinetes de curiosidade" da Europa (veja clicando aqui). Bruto ou trabalhado, o marfim, assim como o cobre, era considerado precioso em todas as sociedades africanas, desde muito antes do tráfico (desde a antiguidade, pelo Vale do Nilo e pelo Saara), mas é certo que o contato com o mundo ocidental, desde o Renascimento europeu, promoveu um desenvolvimento de uma arte africana em marfim já voltada para o comércio e turismo como a da atualidade.

Outras artes, como a cerâmica, cestaria, adornos corporais, eram feitas tradicionalmente por todas as sociedades, respondendo às necessidades cotidianas e rituais, sendo que podemos destacar algumas em que essas técnicas eram mais usadas do que a escultura, de acordo com o modelo de organização social e as formas de expressão estética. Nesses casos, os recursos gráficos eram mais aplicados do que os recursos representativos da escultura. Aqui podem ser compreendidos, particularmente, os produtos de sociedades situadas em regiões semi-áridas, que, em busca periódica de novos territórios, não podiam transportar com facilidade bens móveis de grande porte. Mas às vezes esses modelos de análise se mostram arbitrários, pois a arte decorativa pode imperar também onde as figurativas e realistas são muito destacadas, e onde a produção estética está voltada à legitimação de um poder monárquico e centralizado como dos Bakuba (FIG 7), e que também comporta uma importante estatuária conforme ilustrado acima.

Montagem de objetos utilitários com decoração típica, arte kuba, Republica Democrática do Congo, acervo MAE-USP.

Assim, o material nem sempre era usado por sua abundância ecológica e a escolha do material não era arbitrária: como o objeto que iria ser produzido, o material tinha um valor simbólico em cada centro de produção. Algumas máscaras e estátuas deveriam ser esculpidas em madeira de árvores determinadas; a confecção de adornos implicava no uso de determinadas fibras e sementes, e, em alguns casos, de tipos diferentes de contas, se não de um tipo de liga metálica, de marfim e outros materiais de origem inorgânica e animal.

Certos detalhes morfológicos dos objetos, como a posição, o tamanho, a distribuição de cores, entre outros, são características diferenciais do estilo com que cada sociedade representa uma forma e um tema. Mas existe uma série de características culturais comuns entre os povos da África e diversas das de sociedades de outros continentes que permeiam suas artes tradicionais de uma forma singular: seus sistemas de pensamento e de crenças.

FONTE:http://www.arteafricana.usp.br/codigos/textos_didaticos/002/africa_culturas_e_sociedades.html