terça-feira, 27 de julho de 2010

África:Diversidade e grande realizações.

Paisagens e sociedades



Paisagens:
















Sociedades:


Os mortos do sexo feminino recebem o nome de Ìyámi Agbá (minha mãe anciã), mas não são cultuados individualmente. Sua energia como ancestral é aglutinada de forma coletiva e representada por Ìyámi Oxorongá chamada também de Ìyá NIa, a grande mãe.

Esta imensa massa energética que representa o poder da ancestralidade coletiva feminina é cultuada pelas "Sociedades Gëlèdé", compostas exclusivamente por mulheres, e somente elas detêm e manipulam este perigoso poder.

O medo da ira de Ìyámi nas comunidades é tão grande que, nos festivais anuais na Nigéria em louvor ao poder feminino ancestral, os homens se vestem de mulher e usam máscaras com características femininas, dançam para acalmar a ira e manter, entre outras coisas, a harmonia entre o poder masculino e o feminino .

Além da Sociedade Gëlèdé, existe também na Nigéria a Sociedade Oro. Este é o nome dado ao culto coletivo dos mortos masculinos quando não individualizados. Oro é uma divindade tal qual Ìyámi Oxorongá, sendo considerado o representante geral dos antepassados masculinos e cultuado somente por homens. Tanto Ìyámi quanto Oro são manifestações de culto aos mortos. São invisíveis e representam a coletividade, mas o poder de Ìyámi é maior e, portanto, mais controlado, inclusive, pela Sociedade Oro.

Outra forma, e mais importante, é culto aos ancestrais masculinos é elaborada pelas "Sociedades Egungun". Estas têm como finalidade elaborar ritos a homens que foram figuras destacadas em suas sociedades ou comunidades quando vivos, para que eles continuem presentes entre seus descendentes de forma privilegiada, mantendo na morte a sua individualidade.

Esses mortos surgem de forma visível mas camuflada, a verdadeira resposta religiosa da vida pós-morte , denominada Egun ou Egungun. Somente os mortos do sexo masculino fazem aparições, pois só os homens possuem ou mantêm a individualidade ; às mulheres é negado este privilégio, assim como o de participar diretamente do culto.

Esses Eguns são cultuados de forma adequada e específica por sua sociedade, em locais e templos com sacerdotes diferentes dos do culto dos Orixás. Embora todos os sistemas de sociedade que conhecemos sejam diferentes, o conjunto forma uma só religião: a dos Yorubás.



FONTE:http://www.orixas.ifatola.com/index.php?option=com_content&view=article&id=28&Itemid=70
Campeão da copa do mundo 2010

Espanha foi a campeã da copa do mundo 2010!!!!!
Mas daqui a 4 anos em 2014 a copa vai ser aqui no Brasil e tomare que o Brasil ganhe desta vez.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Brasil

Brasil

O Brasil já não tem chances de ser campeão mundial...Pois infelizmente perdeu para os Holandeses.
Mas quem sabe se na copa de 2014,aqui no Brasil,os brasileiros nao ganham...

Ingrid.

Copa do mundo na África


Copa do mundo na África



Em 2010 acontecerá a primeira copa do mundo já realizada no continente Africano. Os preparativos estão a todo vapor e cinco novos estádios foram construídos. É a primeira vez que a região terá estádios especialmente dedicados ao futebol. Sob o antigo governo do Apartheid, os estádios eram construídos exclusivamente para o rúgbi e o críquete.

No total 32 países estarão reunidos no segundo maior evento esportivo do planeta. Segundo o blog Copa 2010 África, até o Presidente dos Estados Unidos Barack Obama já confirmou sua presença no evento que ocorrerá no dia 11 de junho.

Também já foi confirmado pela FIFA a data em que será realizado o sorteio dos grupos que disputarão a Copa do Mundo 2010 na África do Sul, o dia do sorteio é 4 de dezembro e será realizado na Cidade do Cabo, a divulgação foi feita pelo presidente da Fifa, Joseph Blatter.

Serão 32 seleções participantes e deverão ser conhecidas até novembro de 2009, segundo o calendário-cronograma, os jogos do Mundial acontecem entre dia 11 de junho e 11 de julho de 2010. ( Saiba mais no Copa 2010 África).

Acompanhar a Copa do Mundo na África do Sul, é para poucos. Para os brasileiros que não poderão estar no país da Copa, vale comemorar em um barzinho acompanhado de amigos, petiscos e bebidas.

Fonte:http://www.fashionbubbles.com/mundo-viagem/copa-do-mundo-2010-na-africa-do-sul-e-um-pouco-da-historia-das-copas-do-mundo/

História da Copa do mundo

História das Copas do Mundo

De quatro em quatro anos, seleções de futebol de diversos países do mundo se reúnem para disputar a Copa do Mundo de Futebol.

A competição foi criada pelo francês Jules Rimet, em 1928, após ter assumido o comando da instituição mais importante do futebol mundial: a FIFA ( Federation International Football Association).

A primeira edição da Copa do Mundo foi realizada no Uruguai em 1930. Contou com a participação de apenas 13 seleções, que foram convidadas pela FIFA, sem disputa de eliminatórias, como acontece atualmente. A seleção uruguaia sagrou-se campeã e pôde ficar, por quatro anos, com a taça Jules Rimet.

Nas duas copas seguintes (1934 e 1938) a Itália ficou com o título. Porém, entre os anos de 1942 e 1946, a competição foi suspensa em função da eclosão da Segunda Guerra Mundial.

Em 1950, o Brasil foi escolhido para sediar a Copa do Mundo. Os brasileiros ficaram entusiasmados e confiantes no título. Com uma ótima equipe, o Brasil chegou à final contra o Uruguai. A final, realizada no recém construído Maracanã (Rio de Janeiro - RJ) teve a presença de aproximadamente 200 mil espectadores. Um simples empate daria o título ao Brasil, porém a celeste olímpica uruguaia conseguiu o que parecia impossível: venceu o Brasil por 2 a 1 e tornou-se campeã. O Maracanã se calou e o choro tomou conta do país do futebol.

O Brasil sentiria o gosto de erguer a taça pela primeira vez em 1958, na copa disputada na Suécia. Neste ano, apareceu para o mundo, jogando pela seleção brasileira, aquele que seria considerado o melhor jogador de futebol de todos os tempos: Edson Arantes do Nascimento, o Pelé.

Quatro anos após a conquista na Suécia, o Brasil voltou a provar o gostinho do título. Em 1962, no Chile, a seleção brasileira conquistou pela segunda vez a taça.

Em 1970, no México, com uma equipe formada por excelentes jogadores ( Pelé, Tostão, Rivelino, Carlos Alberto Torres entre outros), o Brasil tornou-se pela terceira vez campeão do mundo ao vencer a Itália por 4 a 1. Ao tornar-se tricampeão, o Brasil ganhou o direito de ficar em definitivo com a posse da taça Jules Rimet.

Após o título de 1970, o Brasil entrou num jejum de 24 anos sem título. A conquista voltou a ocorrer em 1994, na Copa do Mundo dos Estados Unidos. Liderada pelo artilheiro Romário, nossa seleção venceu a Itália numa emocionante disputa por pênaltis. Quatro anos depois, o Brasil chegaria novamente a final, porém perderia o título para o pais anfitrião: a França.

Em 2002, na Copa do Mundo do Japão / Coréia do Sul, liderada pelo goleador Ronaldo, o Brasil sagrou-se pentacampeão ao derrotar a seleção da Alemanha por 2 a 0.

Em 2006, foi realizada a Copa do Mundo da Alemanha. A competição retornou para os gramados da Europa. O evento foi muito disputado e repleto de emoções, como sempre foi. A Itália sagrou-se campeã ao derrotar, na final, a França pelo placar de 5 a 3 nos pênaltis. No tempo normal, o jogo terminou empatado em 1 a 1.

Em 2010, pela primeira vez na história, a Copa do Mundo será realizada no continente africano. A África do Sul será a sede do evento.

Em 2014, a Copa do Mundo será realizada no Brasil. O evento retornará ao território brasileiro após 64 anos, pois foi em 1950 que ocorreu a última copa no Brasil.

Curiosidades sobre a História da Copa do Mundo de Futebol

- O recorde de gols numa mesma Copa é do francês Fontaine com 13 gols (marcados na Copa de 1958). Já o recorde geral da História de todas as Copas é do brasileiro Ronaldo com 15 gols.

- O Brasil é o único país que participou de todas as Copas do Mundo;

- O Brasil é o país com mais títulos conquistados: total de cinco;

- A Itália foi quatro vezes campeã mundial. A Alemanha foi três vezes, seguida das bi-campeãs Argentina e Uruguai. Inglaterra e França possuem apenas um título cada;

- A Copa do Mundo é o segundo maior evento esportivo do planeta;

- As Copas do Mundo da França (1998) e Japão / Coréia do Sul (2002) foram as únicas que tiveram a participação de 32 seleções. A Copa do Mundo da Alemanha 2006 teve o mesmo número de seleções participantes.

Os campeões de todos os tempos

Uruguai (1930) / Itália (1934) / Itália (1938) / Uruguai (1950) / Alemanha (1954) / Brasil (1958) / Brasil ( 1962) / Inglaterra ( 1966) / Brasil (1970) / Alemanha (1974) / Argentina (1978) / Itália (1982) / Argentina (1986) / Alemanha (1990) / Brasil (1994) / França (1998) / Brasil (2002), Itália (2006).

Sugestões de leitura:

- Os 50 Maiores Jogos das Copas do Mundo - Paulo Vinicius Coelho, Panda Books

- Moderno Almanaque das Copas do Mundo - Gláucia Parreira, Yendis

- Copas do Mundo: Histórias e Estatísticas - Luiz Fernando Baggio Monclar, Axcell Books

- Brasil em Copas do Mundo - Barbosa Filho, Panoramas do Saber.


Fonte:http://www.suapesquisa.com/educacaoesportes/historiadacopa.htm

Coleta Seletiva

Coleta Seletiva

O processo de reciclagem é composto de várias fases, porém sua realização depende de uma ação fundamental: a separação prévia dos materiais.

Misturar os materiais recicláveis com o lixo prejudica o reaproveitamento. Se o material reciclável for armazenado de forma separada, possibilita-se um maior aproveitamento.

Esse é só o começo do que chamamos de coleta seletiva. Trata-se da separação e recolhimento, desde a origem, dos materiais potencialmente recicláveis.

IMPORTANTE:
A informação é a base da realização da coleta seletiva; o que inclui a educação de TODOS os participantes. Em caso de condomínios, é imprescindível a participação dos porteiros, zeladores, pessoal da administração e empregadas domésticas. Da mesma forma, nas escolas precisam estar envolvidos alunos, professores e demais funcionários.

Fonte:http://www.recicloteca.org.br/dicas.asp
DISPOSIÇÃO FINAL-Aterro Controlado

É uma técnica de disposição de resíduos sólidos urbanos no solo, sem causar danos ou riscos à saúde pública e a sua segurança, minimizando os impactos ambientais. Este método utiliza princípios de engenharia para confinar os resíduos sólidos, cobrindo-os com uma camada de material inerte na conclusão de cada jornada de trabalho.

Esta forma de disposição produz, em geral, poluição localizada, pois similarmente ao aterro sanitário, a extensão da área de disposição é minimizada. Porém, geralmente não dispõe de impermeabilização de base (comprometendo a qualidade das águas subterrâneas), nem sistemas de tratamento de chorume ou de dispersão dos gases gerados. Este método é preferível ao lixão, mas, devido aos problemas ambientais que causa e aos seus custos de operação, a qualidade é inferior ao aterro sanitário.

Na fase de operação, realiza-se uma impermeabilização do local, de modo a minimizar riscos de poluição, e a proveniência dos resíduos é devidamente controlada. O biogás é extraído e as águas lixiviantes são tratadas. A deposição faz-se por células que uma vez preenchidas são devidamente seladas e tapadas. A cobertura dos resíduos faz-se diariamente. Uma vez esgotado o tempo de vida útil do aterro, este é selado, efetuando-se o recobrimento da massa de resíduos com uma camada de terras com 1,0 a 1,5 metros de espessura. Posteriormente, a área pode ser utilizada para ocupações "leves" (zonas verdes, campos de jogos, etc.).

O aterro controlado não é considerado uma forma adequada de disposição de resíduos porque os problemas ambientais de contaminação da água, do ar e do solo não são evitados, já que não são utilizados todos os recursos de engenharia e saneamento que evitariam a contaminação do ambiente.

No entanto, representa uma alternativa melhor do que os lixões, e se diferenciam destes por possuírem a cobertura diária dos resíduos com solo e o controle de entrada e saída de pessoas.


Fonte:http://www.santaceciliaresiduos.com.br/disposicao_final_aterro_controlado.html

Reciclagem



A Reciclagem

Uma maneira de reduzir a quantidade de lixo nos lixões e aterros é transfoema -lo em matéria prima pela reciclge.

No Brasil,a reciclagem do lixo ganhou destaque nos últimos anos e tem sido bastante discutida e divulgada nos principais meios de comunicação.Os motivos para o entusiasmo são muitos como:


. O lixo como matéria prima;

.O que pode ser reciclado;

.Coleta seletiva;

.OSs três "Rs";

.Consumo e desperdício.


Fonte:Caderno Anglo.

Incineração e queima do lixo


INCINERAÇÃO DO LIXO

DOS SERVIÇOS DE SAÚDE E HOSPITALAR



A incineração do lixo hospitalar não é obrigatória como meio de tratamento, porém é considerada a melhor alternativa de tratamento, pelos seguintes fatores:




reduz drasticamente o volume de resíduo, sobrando uma pequena quantidade de cinzas;

é um processo simples apesar de crítico quanto ao cumprimento dos procedimentos operacionais;

como desvantagem, existe a emissão de compostos tóxicos como as dioxinas e furanos, caso a usina não seja projetada e operada adequadamente.

A geração do lixo hospitalar é quase cem vezes menor que a do lixo municipal levando, em geral, à utilização de usinas pequenas. No Estado de São Paulo, atualmente, mais de trinta municípios possuem seu próprio incinerador de lixo hospitalar.




Cabe ressaltar que o seu caráter de resíduo perigoso exige o correto rigor operacional. Além disso, seu conteúdo energético é muito maior que o do lixo municipal, tornado atrativa a recuperação de energia. Neste sentido, na tomada de decisão deve-se considerar, à medida que a geração de lixo hospitalar aumenta:


envio a municípios/ empresas que possuam incinerador;

contratação de prestação de serviços sem aquisição do equipamento;

aquisição de unidade pequena para tratar somente o lixo hospitalar do próprio gerador;

usina grande construída em consórcio e prestando serviços a outros geradores.

O lixo hospitalar varia sempre de composição, principalmente, por ser constituído de sobras e ter procedência variada.

O sucesso da incineração pode ser fortemente afetado pela variabilidade do resíduo e sua embalagem.

Uma vez definida no projeto do incinerador a composição dos resíduos a serem incinerados, é exigido pelo órgão de controle de meio ambiente um plano mínimo de monitoramento, que se torna mais complexo e caro à medida que se deseje incinerar substâncias mais perigosas em maior quantidade e variedade.

Por isso, ao se planejar o teste de queima é importante estabelecer o equilíbrio entre versatilidade na aceitação de diferentes resíduos e o rigor na triagem durante sua recepção (tipo e freqüência de análises e critérios de aceitação).

No lixo hospitalar pode-se encontrar substâncias perigosas como acetona, metanol, xileno e, até mesmo, metais tóxicos provenientes de baterias retiradas de equipamentos eletrônicos. Alguns metais pesados são extremamente tóxicos para o ser humano e exigem tratamento especial.

A admissão de resíduos com composição muito diferente da esperada pode causar problemas de gravidade variável, tais como:


contaminação da corrente gasosa, líquida e/ ou das cinzas. Ex.: metais pesados;

danos ao revestimento refratário e grelhas. Ex.: excesso de substâncias com PCI elevado (polietileno), excesso de flúor, vidros;

explosões. Ex.: explosivos e substâncias instáveis ou muito reativas;

desgaste do revestimento refratário. Ex.: alto teor de Sódio (sal de cozinha);

corrosão. Ex.: altos teores de Enxofre e/ou Cloro (sulfato, sal de cozinha, PVC);

combustão incompleta. Ex.: sólidos em pedaços grandes (tocos de madeira, vidros, gesso ortopédico);

consumo excessivo de combustível. Ex.: resíduo muito úmido (o lixo urbano, geralmente, tem mais de 40% de água);

geração de monóxido de Carbono (CO) e material particulado (m.p.) em excesso. Ex.: PCI alto e variável, como na alternância de plásticos e material anatômico (órgãos e tecidos de cirurgias) do lixo hospitalar.

O lixo hospitalar, geralmente, é acondicionado em sacos plásticos e alimentados manualmente em pequenos incineradores.

Os tipos de incineradores mais usados são:


Câmaras múltiplas:
consiste basicamente em duas câmaras em série separadas por chicanas para decantação de m.p. via regra. Apenas na segunda câmara é mantido um queimador para garantir as condições típicas de combustão secundária.

Ar controlado:
este tipo de incinerador opera, em sua câmara primária, com vazão de ar abaixo do necessário para a combustão completa, tornando a queima lenta e com baixa geração de m.p.

Na câmara secundária, os gases são aquecidos a aproximadamente 900 graus, destruindo os compostos tóxicos.

A energia gerada na queima pode dispensar o uso do combustível auxiliar durante operação manual. A pureza dos gases de combustão dependerá da homogeneidade do resíduo alimentado.

Quanto ao tamanho do incinerador : entre 0,5 toneladas/dia e 20 toneladas/dia existem muitas alternativas para a seleção de um incinerador.

Dois fatores estratégicos são centrais na decisão de se instalar um incinerador:


o investimento é alto, podendo ultrapassar 2 milhões de dólares para unidades de 20 toneladas/dia;

o custo de transporte dos resíduos é pequeno em comparação ao custo de incineração, tornando viável incinerar em unidades distantes (mais de l00 quilômetros)

Cidades com até 50 mil habitantes podem utilizar incineradores pequenos, com capacidade da ordem de 0,5 tonelada/dia, para destruir seu lixo hospitalar. Nesta escala, caso seja necessário aumentar a capacidade, pode-se adquirir novos módulos idênticos e aproveitar os conhecimentos de operação e manutenção.

Os municípios com população na faixa de 50 a 500 mil habitantes, com eventual necessidade de destruir resíduos (os mais variados como os industriais), podem considerar a utilização de incineração em forno rotativo com capacidade da ordem de 5 toneladas/dia.

Fonte:http://lixohospitalar.vilabol.uol.com.br/Incineracao_do_lixo.html



Queima do lixo tóxico continua a todo vapor
A Tarde On Line

A incineração do solo contaminado com resíduos tóxicos perigosos continua a todo vapor, apesar dos apelos do Ibama, de médicos, químicos, ambientalistas, sindicatos (petroquímico e de trabalhadores em água e esgoto) e da ONG (Organização Não Governamental) ACPO (Associação de Combate aos Poluentes Orgânicos Persistentes). Até o dia 13 de fevereiro, mais de 800 toneladas dos resíduos organoclorados tinham sido queimados no pátio de incineração da Cetrel (Empresa de Proteção Ambiental do Pólo Petroquímico de Camaçari), a 45 km de Salvador.

Na semana passada, mais 200 toneladas foram entregues na Cetrel, viajando 2.350 km da Estação de Espera da multinacional francesa Rhodia, de São Vicente (SP), por onde ficaram por décadas sem solução, até Camaçari, passando por diversos municípios dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia, totalizando 3.800 toneladas.

O presidente da Comaal (Comissão de Meio Ambiente da Assembléia Legislativa), deputado Zilton Rocha (PT), entregou um dossiê com informações sobre o caso Rhodia ao Ministério do Meio Ambiente, em Brasília, no dia 13 de fevereiro, pedindo que o órgão acompanhasse o caso.

O Ministério Público Federal e Estadual junto com a Procuradoria da República, estudam qual a melhor medida a ser tomada. Obtiveram pareceres de diversos experts sobre os efeitos da incineração e do alto risco à saúde humana e ao meio ambiente provocados pela emissão dos gases para a atmosfera, conhecidos como dioxinas e furanos, resultantes da queima dos organoclorados, e das cinzas tóxicas do solo. O MP de São Paulo também está colaborando com troca de informações de uma investigação de dez anos. O Tribunal de Justiça de São Paulo mandou suspender as atividades industriais e de incineração da Rhodia em Cubatão devido ao alto risco de intoxicação humana e ambiental.

Riscos
As dioxinas e furanos são as substâncias químicas mais venenosas criadas pelo homem, poluentes altamente tóxicos, que não se destroem por completo (são biopersistentes), bioacumulativas e cancerígenas. A Cetrel informa que a emissão de dioxinas e furanos é de 0,07 ng/Nm3. A legislação ambiental paulista determina um nível máximo de emissão de dioxinas e furanos de 0,14 ngNm3, enquanto a legislação ambiental baiana permite até 0,50 ngNm3. “É uma emissão de dioxinas 257% maior, mas sabemos que mesmo ínfimas taxas de emissão desses gases põem em risco a saúde pública por agentes cancerígenos e mutagênicos”, afirmou a advogada da ACPO, Liana Mascarenhas.

A médica-sanitarista da Secretaria Nacional de Vigilância Sanitária, Agnes Soares, examinou moradores de São Vicente e Cubatão e constatou que 100% das pessoas estavam contaminadas com os elementos químicos. Segundo ela, são altamente tóxicos, de fácil absorção e armazenamento pelos organismos vivos, acumulando-se principalmente no fígado, rins e tecidos gordurosos. Mesmo após anos de exposição, o elemento persiste no sangue, no leite materno e em biópsias do tecido gorduroso. “Não se deve esperar que uma catástrofe maior aconteça. As pessoas não podem conviver tão próximas do lixo químico e nem dos resíduos venenosos da incineração”, sugere Agnes Soares.

“Precisamos ter certeza de todos os riscos”
Tanto a Cetrel quanto o CRA afirmam que a empresa baiana atende à legislação ambiental vigente e é a única no País com competência e qualidade para incinerar esse tipo de resíduo contaminado. A Rhodia informou que a escolha pela Cetrel foi econômica. De acordo com investigações do MP, em Osasco (SP) existe um incinerador do mesmo calibre e qualidade do de Camaçari. Em Taboão da Serra (SP), a mesma tecnologia de incineração da Cetrel, da empresa Essensis, foi reprovada para incinerar os resíduos tóxicos da Rhodia, mas é aprovada pelas leis baianas.

“A Cetrel quer fazer todo mundo acreditar que ela é a única capaz de processar o lixo tóxico, quando na verdade há outros interesses envolvidos. Precisamos ter certeza de todos os riscos e efeitos causados pela estocagem e incineração a que estão expostos os baianos, já que os especialistas afirmam que o cloro em si é uma substância perigosíssima e nunca eliminada pela incineração”, informou o coordenador do Centro de Apoio às Promotorias do Meio Ambiente, Carlos Martheo.

No dia 11 de fevereiro, a Cetrel publicou no jornal “A Tribuna da Bahia” um pedido de licença de alteração da unidade de incineração de resíduos sólidos ao CRA. “Porque agora que estamos nos mobilizando para solicitar auditoria na Cetrel e pedir a suspensão da incineração ela vem pedir uma licença de alteração? O que ela tem a esconder? O desejo geral é que a incineração pare imediatamente e retorne ao seu local de origem e que o órgão ambiental cumpra seu papel fiscalizador”, acusa Zilton Rocha, que requereu informações ao CRA sobre o pedido de alteração e os estudos que o acompanham.

Divergências
Primeiro a Cetrel afirmou que o contrato com a Rhodia era para incinerar 3.600 toneladas. Agora o MP já sabe que o contrato é para queimar cinco mil toneladas e que o CRA renovou a licença ambiental da Cetrel para transportar produtos perigosos por três anos; e para processar até mil toneladas por mês de solos contaminados. A Cetrel afirmou que todo o solo contaminado já se encontra na empresa. O CRA informou que apenas 60% do material tinha chegado e forneceu cópia do relatório das transportadoras com data e rota dos caminhões, até o mês de março.

Em audiência com a promotora de Camaçari, Trícia Nunes, representantes da Cetrel afirmaram que tinham queimado apenas 150 toneladas. Já passam de 800 e continua a cada dia em ritmo acelerado, já que existe a ameaça do pedido de liminar para suspender a queima do solo contaminado e a Cetrel recebe da Rhodia por tonelada incinerada. Informaram também à promotora que não existiam organoclorados no material. Segundo informações fornecidas pela Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental de São Paulo), a composição do solo contaminado é de hexaclorobutadieno, tetraclorobenzeno, pentaclorofenol, pentaclorobenzeno, hexaclorobenzeno e cloro, todos conhecidos como organoclorados, derivados da produção industrial de solventes clorados da unidade da Rhodia, em Cubatão.

O diretor-superintendente da Cetrel, Carlos Eugênio, afirmou que a empresa não é obrigada a fazer testes de queima de cada tipo de resíduo e que estes são feitos de dois em dois anos. Apesar de não ter sido feito nenhum teste que meça a quantidade de toxinas presentes nas emissões atmosféricas, ele afirma que os parâmetros estão bem abaixo do que exige a legislação baiana e que as cinzas estão dentro do padrão permitido por lei. “Cada teste de incineração custa R$ 100 mil, não tem como medir tudo o que está sendo incinerado”. Carlos Eugênio informou também que o pedido de licença de alteração na incineração faz parte de uma rotina da empresa.

Fonte:http://www.riosvivos.org.br/canal.php?mat=2879