Papiro,túmulos e outros vestígios :
O papiro mais antigo que se conhece foi encontrado em Saqqara, na mastaba de um nobre da I dinastia (2920 a 2770 a.C.), chamado Hemaka, e está em branco. O mais antigo exemplar escrito do qual se tem notícia, datado do final da I dinastia, é formado por fragmentos do livro de contas de um templo de Abusir, escrito em hierático. Na II dinastia (2770 a 2649 a.C.) o papiro já se disseminara como suporte à escrita. Antes disso, entretanto, as fibras de suas raízes ou das hastes eram empregadas para a fabricação ou calafetagem de embarcações, na confecção de pavios de candeeiros a óleo, esteiras, cestos, cordas e cabos resistentes, grossos tecidos, sandálias e outros objetos. Reunidos em feixes, os talos do papiro funcionavam como pilares na arquitetura primitiva. Não é à-toa que as colunas de pedra imitam os feixes de papiro, com capitéis em forma de flores abertas ou fechadas. Além de tudo isso, a parte inferior e carnosa da haste servia como alimento e dela se extraia, também, um suco muito apreciado. Como papel ele foi adotado pelos gregos, romanos, coptas, bizantinos, arameus e árabes. Grande parte da literatura grega e latina chegou até nós em papiros. Ele continuou a ser utilizado até a Idade Média, sendo que uma bula papal datada do ano 1022 da era cristã ainda foi escrita sobre aquele material.
Hoje em dia sabemos que o papel dos egípcios era preparado da seguinte maneira: o caule da planta era cortado em pedaços de tamanho variável de até 48 centímetros. Neles eram feitas incisões para retirar a casca verde e permitir a separação das películas, em quantidade variável entre 10 e 12. Essas lâminas finíssimas, manuseadas com cuidado para não se romperem, eram estendidas em uma tábua inclinada sobre as águas, com a finalidade de serem molhadas constantemente. Sobre uma primeira camada de tiras, dispostas na horizontal, era colocada uma segunda camada de tiras, dispostas no sentido perpendicular. A própria água do Nilo, ao molhar as películas, aliada ao fato de que o material era martelado, ativava a goma natural da planta que, então, unia as tiras. As duas camadas de papiro depois de comprimidas, batidas e polidas com pedra pome, atingiam a maciez necessária para receber a escrita. Ainda que tênues e delicadas, as películas, unidas entre si e sobrepostas, ofereciam bastante resistência. A face melhor do material era aquela que tinha as fibras na direção horizontal. As folhas prontas, que nunca excediam cerca de 48 centímetros de comprimento por, aproximadamente, 43 centímetros de largura, eram coladas umas às outras para formar longas tiras que eram enroladas com a face de fibras horizontais voltadas para dentro. Uma vareta de madeira ou marfim era presa em cada extremidade do rolo de papiro, formando um volume. O papiro mais largo encontrado até hoje pelos arqueólogos é um Livro dos Mortos, conhecido como Papiro Greenfield, e mede 49,5 centímetros de largura. O mais extenso, o assim chamado Grande Papiro Harris, mede 41 metros de comprimento. O papiro em rolo era um dos principais produtos de exportação do Egito antigo e foi, sem sombra de dúvida, um dos maiores legados da época faraônica à civilização.
Fonte:http://www.fascinioegito.sh06.com/papiros.htm
Tumulos egipicios
O túmulo de Tutankhamon foi descoberto no Vale dos Reis por Howard Carter em 1922. O jovem rei morrera aos dezoitos anos de idade e o magnífico mobiliário do túmulo nos diz que provavelmente todos os túmulos de faraós eram igualmente mobiliados. Felizmente os ladrões de túmulos não tiveram êxito com este do jovem faraó da 18.ª Dinastia, e seu sarcófago permaneceu em segurança por mais de três mil anos.
Descreveremos sucintamente a descoberta de Carter. O túmulo estava muito bem fechado na rocha. No centro da câmara mortuária havia quatro santuários ricamente decorados, um dentro do outro. No seu interior havia um enorme sarcófago de quartzita amarela com uma tampa de granito róseo. Deusas guardiãs primorosamente esculpidas postavam-se nos quatro ângulos. Dentro do sarcófago de pedra, que estava coberto de inscrições religiosas, havia diversos ataúdes folheados a ouro. Dentro do terceiro, que era de ouro, estava a múmia de Tutankhamon. Sobre o ataúde havia uma coroa de flores que ainda conservava todo seu colorido. E mais, jóias fantásticas, estátuas, peitorais e amuletos de ouro, contas, espelhos de prata, anéis e colares com pingentes de ouro na forma de flores de lótus.
Entre os muitos móveis luxuosos havia camas, cadeiras, bancos, mesas retiradas do palácio, o maravilhoso trono de ouro de Tutankhamon, vasos de alabastro, cetros, arcos e flechas, leques de plumas de avestruz, um painel que era o retrato do jovem rei e sua rainha com o símbolo de Aton e uma taça e uma lâmpada a óleo, de alabastro. As paredes e os tetos do túmulo eram revestidos de cenas religiosas, pinturas representativas de alguns dos deuses, sendo a mais extraordinária a de Osíris.
As coloridas inscrições apresentam grande beleza. Um elegante barco de alabastro repousava no túmulo, ostentando suas cabeças de íbis na proa e na popa. À meia-nau havia um quiosque delicadamente esculpido, cuja cúpula era sustentada por quatro colunas. O conteúdo do túmulo revela a mestria artística egípcia no seu apogeu. Cada objeto real é uma obra-prima de magnífico acabamento. Os artefatos encontrados nesse túmulo deveriam ser motivo de assunto sobre arte.
O túmulo de Tutankhamon foi descoberto no Vale dos Reis por Howard Carter em 1922. O jovem rei morrera aos dezoitos anos de idade e o magnífico mobiliário do túmulo nos diz que provavelmente todos os túmulos de faraós eram igualmente mobiliados. Felizmente os ladrões de túmulos não tiveram êxito com este do jovem faraó da 18.ª Dinastia, e seu sarcófago permaneceu em segurança por mais de três mil anos.
Descreveremos sucintamente a descoberta de Carter. O túmulo estava muito bem fechado na rocha. No centro da câmara mortuária havia quatro santuários ricamente decorados, um dentro do outro. No seu interior havia um enorme sarcófago de quartzito amarela com uma tampa de granito róseo. Deusas guardiãs primorosamente esculpidas postavam-se nos quatro ângulos. Dentro do sarcófago de pedra, que estava coberto de inscrições religiosas, havia diversos ataúdes folheados a ouro. Dentro do terceiro, que era de ouro, estava a múmia de Tutankhamon. Sobre o ataúde havia uma coroa de flores que ainda conservava todo seu colorido. E mais, jóias fantásticas, estátuas, peitorais e amuletos de ouro, contas, espelhos de prata, anéis e colares com pingentes de ouro na forma de flores de lótus.
Entre os muitos móveis luxuosos havia camas, cadeiras, bancos, mesas retiradas do palácio, o maravilhoso trono de ouro de Tutankhamon, vasos de alabastro, cetros, arcos e flechas, leques de plumas de avestruz, um painel que era o retrato do jovem rei e sua rainha com o símbolo de Aton e uma taça e uma lâmpada a óleo, de alabastro. As paredes e os tetos do túmulo eram revestidos de cenas religiosas, pinturas representativas de alguns dos deuses, sendo a mais extraordinária a de Osíris.
As coloridas inscrições apresentam grande beleza. Um elegante barco de alabastro repousava no túmulo, ostentando suas cabeças de íbis na proa e na popa. À meia-nau havia um quiosque delicadamente esculpido, cuja cúpula era sustentada por quatro colunas. O conteúdo do túmulo revela a mestria artística egípcia no seu apogeu. Cada objeto real é uma obra-prima de magnífico acabamento. Os artefatos encontrados nesse túmulo deveriam ser motivo de assunto sobre arte.
Fonte:http://www.starnews2001.com.br/egypt/pharao.htm
A construção da civilização egípicia
O rio Nilo e a sobrevivência no Egito antigo
Rio do nordeste da Africa extensão é de 6.695Km (5.600Km desde o lago Vitória), sua bacia é de 3.000.000Km2. O rio nasce de um curso de água de Burundi, com o nome de Kagera, e depois se lança no lago Vitória, do qual sai denominado Nilo Vitória, em Uganda. Atravessa o lago Kioga e depois o lago Mobutu, recebendo então o nome de Bahr el-Gebel. Penetra no Sudão e recebe o Bahr el-Ghazal pela margem direita e o Sobat pela margem direita, tomando o nome de Nilo Branco. Em Cartum, conflui com o Nilo Azul (procedente da Etiópia) e depois recebe o Atbara na região das cataratas. Entra então no Egito, o qual atravessa de norte a sul, lançando-se no Mediterrâneo por uma grande delta, que começa no Cairo e avança em duas ramificações: a de Roseta (1.076m3/s) e a de Damieta (500m3/s).
No Egito as cheias do Nilo acontecem entre junho e novembro, chegando ao máximo em setembro. O rio carrega altas quantidades de Aluvião, que abandona por ocasião das vazantes e que fertilizam o leito maior. Suas águas são utilizadas para irrigação desde a antigüidade e seu curso inferior se apresenta como um longo oásis que corta o deserto. Banhando uma série de cidades, ele constitui também uma grande artéria navegável. Grandes obras têm sido realizadas em seu curso (no Egito) com a finalidade de erguer o nível das águas na cabeceira dos canais e de aumentar o débito do rio entre fevereiro e julho. A imensa barragem de Assuã foi a última e a mais importante dessas obras.
O Egito, cujo nome oficial é República Árabe do Egito, faz parte do conjunto de países pobres que compõem o Terceiro Mundo. O país tem um território de 1.001.449Km2 e 45 milhões de habitantes. Quase toda a população professa o islamismo, que é a religião oficial.
"Dádiva do Nilo", segundo a expressão de Heródoto, historiador grego do século V a.c., o Egito Antigo era, na realidade, um extenso oásis com mais de 1.000 quilômetros de comprimento por 10 a 20 de largura. O Nilo era, então, muito mais largo do que é hoje e corria através de uma vasta planície. Ao longo do tempo, a largura do rio foi diminuindo e seu leito ficando cada vez mais profundo. O Vale do Nilo compreendia o Alto Egito, ou Terra do Sul, e o Baixo Egito, ou Terra do Norte. O Baixo Egito ocupava a vasta planície aluvial formada pelo delta.
O "nilômetro" é uma construção de pedra, uma espécie de poço, edificada à margem do rio. No fundo do poço, há uma comunicação direta com o Nilo. Tem diversos pontos na parede do poço junto à escada, os quais permitiam ler a altura atingida pela água. Em função da data e da altura assinaladas, é possível se prever qual será a altura máxima de uma enchente.
Pesquisas recentes desfizeram a crença de que o Nilo é o maior rio do mundo com seus 6.695 Km de extensão, o maior rio do mundo é mesmo o Amazonas com seus 6.868 Km desde que nasce no lago Lauricocha no planalto de La Raya, no Peru até desembocar no oceano Atlântico.
Fonte:http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/civilizacao-egipcia/rio-nilo2.php
Faraó : Deus e Rei supremo
Assim como nós colocamos estátuas de nossos líderes em locais públicos, os antigos egípcios também ergueram imagens de seus reis e divindades em templos, santuários e tumbas. Muitas eram consideradas a incorporação dos deuses e provavelmente tomavam parte nos rituais religiosos. Frequentemente inscritas com hieróglifos, elas nos ajudam a compreender aspectos políticos e da religiosidade daquele povo. Algumas das estátuas dos faraós eram coloridas para imitar a vida e podiam apresentar olhos de cristal de rocha embutidos nas órbitas.
Quase sempre – ensina Edward McNall Burns – as figuras apresentam-se rígidas, com os braços cruzados sobre o peito ou estendidos aos lados do corpo, os olhos fitos em frente. Os semblantes mostram-se, em geral, impassíveis, não traindo qualquer emoção. Praticavam-se frequentemente, distorções anatômicas: o comprimento das coxas precisava ser aumentado, acentuadas as linhas retas dos ombros, ou então faziam-se todos os dedos das mãos de igual comprimento. Embora tais características fossem predominantes, às vezes eram desafiadas por artistas mais ousados que produziam, então, uma obra de maior destaque.
Que significado teriam para os egípcios a monumentalidade de suas estátuas e a deformidade que a elas imprimiam? O autor citado é quem nos explica: Sem dúvida, o tamanho colossal das estátuas dos faraós pretendia simbolizar sua força e a do estado que representavam. É significativo ter aumentado o tamanho dessas estátuas à medida que o império se expandia e que o governo se tornava mais absoluto. As convenções de rigidez e impassibilidade que dominavam as estátuas dos soberanos pretendiam expressar uma vida nacional estável e imune ao tempo. Ali estava uma nação que, de acordo com o ideal, não era abalada em seus fundamentos pelas mudanças incertas da sorte, mas permanecia firme e imperturbável. Os retratos de seus chefes, consequentemente, não podiam demonstrar ansiedade, medo ou triunfo, mas uma calma imperturbável através dos tempos. Do mesmo modo, a deformação anatômica pode ser interpretada como uma tentativa deliberada para exprimir algum ideal nacional. Certamente não há razão para se acreditar que fosse praticada por ignorância das leis de proporção ou por incapacidade de copiar as formas naturais. Muito possivelmente pretendiam negar a mortalidade. Julgava-se talvez que a existência eterna do povo dependia de serem seus líderes investidos de atributos que negassem sua morte como seres humanos comuns. O mais eloquente artifício adotado com esse fim era a representação do corpo do faraó com uma cabeça de deus, mas outros exemplos de retratos idealísticos tinham provavelmente o mesmo objetivo.
A função criadora que o rei exercia em virtude de seus encargos divinos e como sacerdote supremo precisava ser expressa na matéria e ser afirmada exteriormente aos olhos de todos. Nos retratos reais do Império Antigo (c. 2575 a 2134 a.C.), a natureza individual do rei-deus, de essência mortal, era relegada diante da pretensa eternidade do seu cargo. O que se desejava representar não era um ser humano enquanto rei, mas um deus enquanto rei, idealizado em uma juventude eterna. A idenfiticação do faraó com o divino era reivindicada mesmo após sua morte, quando o rei defunto, assimilado ao deus Osíris, passava a fazer parte do ciclo da renovação da realeza. Tais pretensões de continuar exercendo autoridade no além estavam firmemente inscritas nas estátuas reais dos templos funerários. As pirâmides e os túmulos monumentais dos antigos soberanos tinham como centro de culto suas imagens funerárias, despojadas de todos os caracteres efêmeros.
Mas a forma de representação que era tradicional no Império Antigo, durante o qual o componente humano do monarca deveria se anular diante da instituição que ele representava, acabou sendo ultrapassada no Império Médio (c. 2040 a 1640 a.C.). Nesse último período, a tomada de consciência da precariedade da existência humana, à qual o rei também estava sujeito, aumenta gradativamente e surge a necessidade de transpor figurativamente essa descoberta para todas as formas de representação na estatuária.
Em contrapartida, as estátuas reais dos santuários do Império Novo (c. 1550 a 1070 a.C.), erigidas em um cenário religioso renovado e destinadas a servir de propaganda, trazem de volta imagens idealizadas de uma realeza atemporal. A representação dos soberanos nessa época foi influenciada pela consciência de que o império egípcio excedia em muito suas fronteiras. Finalmente, os raméssidas erigiram por todo o país estátuas reais monumentais, como elementos propagandísticos da monarquia. Assim, aquilo que no Império Antigo eram imagens atemporais da instituição divina encarnada pelo rei também divino, tornou-se a expressão insuflada até o monumental das aspirações pessoais de poder, as quais reivindicavam a divinização atravé dos próprios retratos colossais.
A figura acima mostra estátuas de Ramsés II
na fachada do templo de Abu Simbel.
Fonte:http://www.fascinioegito.sh06.com/estatuas.htm
Será que o Faraó fazia tudo sozinho?
O Faraó não fazia tudo sozinho.Ele tinha diversos ajudadantes como:
.Vizir-supervisionava s grandes obras do Egito e auxiliava o Faraó na administração do Império,dando-lhe conselhos e executando suas ordens.
.Sacerdotes-gardavam os segredos da ciencia e aconselhava o Faró em assuntos sagrados.Eles organizavam os cultos religiosos.
.Militares-defendiam a sociedade contra invasores,mantinham a discilplina no reino e reprimiam as pessoas que desobedeciam as ordens do Faraó.
.Escribas-eram considerados os sábios do Egito,porque gardavam o segredo da escrita.isso lhes permitia registrar dados sobre as colheitas,osimpostos e a contagem da população.Por isso eram considerados "os olhos do rei".
Fonte:Caderno Anglo(página 108-109)História.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
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