sábado, 7 de agosto de 2010

Mitos africanos
Berberes


Os berberes (apelidam-se de Imazighen, ou seja, "homens livres", singular Amazigh) são um conjunto de povos do Norte de África que falam línguas berberes, da família de línguas afro-asiáticas. Estima-se que existam entre 38 e 45 milhões de pessoas que falam estas línguas, principalmente em Marrocos e Argélia, mas também fazendo parte deste grupo os tuaregues, predominantemente nómadas do Sahara.

A palavra berbere, emprestado pelo português do árabe, e por esse último do latim, perdeu muito cedo de seu sentido, primeiro de "estrangeiro à civilização greco-romana".

Hoje designa um grupo linguístico norte-africano: os falantes do berbere, conjunto de tribos que falavam ou falam o ainda dialectos com base comum, a "língua" berbere. No uso corrente, que segue a tradição árabe, chama-se berbere o conjunto de populações do Magrebe. No entanto, o uso se tornou erróneo, já que fala de raça berbere. Na verdade não existe uma raça berbere, os falantes do berbere apresentam etnias bem diversas. A observação mais superficial permite diferenciar um kabyle, um mzabita e um targui.

As primeiras influências historicamente atestadas foram as dos fenícios e por intermédio desses, os gregos: elas não parecem ter marcado profundamente os berberes. A longa dominação romana, e depois a bizantina não foram muito mais eficazes. Elas nunca conseguiram dominar completamente todas as populações berberes e as tribos submissas se rebelavam frequentemente.

A civilização romana assimilou e cristianizou uma parcela ínfima dos magrebinos: mesmo os convertidos recorriam aos cismas para afirmar a sua independência. A língua berbere representa, na África do Norte e até no Sahara, a única ligação de uma comunidade de dezenas de milhões de pessoas. Porém é uma comunidade que não se comunica, pois os grupos estão dispersos em imensos territórios. Sempre minoritária, a língua berbere não é considerada oficial em nenhum Estado. Apesar de algumas tentativas limitadas, nunca atingiu o status de língua escrita.

A conquista árabe e a conversão dos berberes ao islamismo determinaram duramente seu destino histórico. Essa conversão se estabeleceu completamente somente no século XII. O espírito de independência e a tendência ao puritanismo cultural geralmente reconhecidos nos berberes explicam por que eles foram contra a dominação árabe e a ortodoxia islâmica, mas isso não impediu a islamização e nem a arabização desses povos.

A primeira classificação das tribos berberes, válida para a segunda metade do século XIV, foi fornecida pelo historiador árabe Ibn Khaldun. A leste se situavam os Lowata de Cyrénaïque, de Tripolitaine, do Djérid e da Aurès, a oeste, os Branès e os Zenata. Estes últimos, grandes nómadas conquistadores que chegaram na África do Norte no fim do período bizantino, foram os primeiros a serem arabizados. Os Branès, aqueles que se designavam Imazighen (homens livres), seriam os berberes mais antigos. Dentro deles estavam os Masmouda, sedentários do Médio e Grande Atlas, e os Sanhaja (Iznagan), divididos em sedentários (Qotama da Kabilia, Ghomara do Rif) e grandes nómadas do Sahara Ocidental (Lemta, Lemtouna, Gouzoula).

Essa situação e essa nomenclatura não duraria por muito tempo. A imigração árabe e as invasões hilalianas reforçaram, ao menos nas regiões abertas, a arabização das tribos berberes cuja maioria renunciaria a seu nome antigo para se juntar a um clã árabe com mais prestígio. Outras tribos, no entanto, geralmente que habitavam as montanhas, como as tribos da Aurès e da Grande Kabilia, do Rif e do Atlas, apesar de serem muçulmanos e várias vezes islamizados pelos marabutos, conservavam sua língua e seus costumes.

É sobretudo na observação desses costumes que foi revelada a originalidade berbere. Esta se manifesta essencialmente pela existência de um direito costumeiro e de uma organização judiciária não atreladas à religião. As duas características desse direito berbere eram a promessa colectiva como prova e a utilização de regras e de penalidades conhecidas sob o nome de Iqanun.

Quanto à justiça, ela era julgada pelos juízes-árbitros e pelas assembleias das vilas. No entanto o costume berbere não era um direito completamente laico e não entrava em conflito com as leis religiosas. A organização social era regida pelos laços de sangue, reais ou fictícios, pela prática de trabalhos colectivos, e pelo uso de celeiros colectivos; o que se encontra tanto entre os berberes quanto entre os árabes. Politicamente os berberes são formados pelas várias uniões dos Estados independentes (reinos de Tahert, de Tlemcen, reino de Kairouan, reino de Fés...), e de grandes impérios, como o almorávida e o almóada. Eles possuem vários tipos de organização: aristocrática, teocrática, monárquica, além da democrática dos jama'a'qui (na verdade, segundo alguns autores, as assembleias designadas pelos clãs representavam na realidade uma oligarquia dos antigos, governando ao nome da tradição).

Apesar de que possa se falar de uma civilização berbere, esta parece pouco original. A moderada literatura berbere, puramente oral, consiste em fábulas orais, contos e cantos tradicionais ou improvisados; ela é feita sobretudo de empréstimos do Oriente árabe, à excepção de alguns poemas e cantos guerreiros.

Na área artística, as formas geométricas se encontram na cerâmica, na bijutaria, na escultura em madeira e na tapeçaria.

Os Berberes ainda hoje têm muito orgulho na sua proveniência.




Sonikes

Os soninkés habitavam a região ao sul do deserto do Saara. Este povo estava organizado em tribos que constituíam um grande império. Este império era comandado por reis conhecidos como caia-maga.Viviam da criação de animais, da agricultura e da pesca. Habitavam uma região com grandes reservas de ouro. Extraíam o ouro para trocar por outros produtos com os povos do deserto (bérberes). A região de Gana, tornou-se com o tempo, uma área de intenso comércio.Os habitantes do império deviam pagar impostos para a nobreza, que era formada pelo caia-maga, seus parentes e amigos. Um exército poderoso fazia a proteção das terras e do comércio que era praticado na região. Além de pagar impostos, as aldeias deviam contribuir com soldados e lavradores, que trabalhavam nas terras da nobreza.



Bantos

[...] Existem [...] dois factores que condicionam o núcleo banto nesta área imensa. um deles foi a força numérica e cultural dos povos que habitavam já os territórios para onde os Bantos se deslocavam. Em segundo lugar, temos o factor de ordem geográfica: os Bantos não estavam nada interessados em colonizar terras onde a agricultura não assegurava a subsistência, o que era corrente, em virtude de um índice de pluviosidade anual inadequado ou insuficiente.

Na maior parte da imensa área para onde os Bantos se deslocavam, os habitantes seriam provavelmente falantes da língua khoisan, cujos sobreviventes são os Khoikhoi (ou «Hotentotes») de pequena estatura e pele amarelada e os bosquímanos Sano A distinção entre ambos situa-se basicamente ao nível cultural.


FONTE:http://africadoanglo.blogspot.com/2007/08/africa-os-soninks-e-o-imprio-de-gana.html
http://www.sandtrip.com/index_files/HabitosCostumesBerberes.htm

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